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CORREÇÃO-Suzano Papel e Celulose reverte prejuízo e lucra R$358 mi no 4º tri

09/02/2018 10h40

(No texto de 7 de fevereiro, corrige moeda no 8º parágrafo para reais, não dólares)

SÃO PAULO (Reuters) - A Suzano Papel e Celulose teve lucro líquido de 358 milhões de reais no quarto trimestre, revertendo resultado negativo de 440 milhões de reais um ano antes devido a quedas nos preços da celulose e investimento em novas fábricas.

A companhia teve geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 1,425 bilhão de reais, expansão de 58 por cento no comparativo anual e de 20,2 por cento sobre o terceiro trimestre.

O resultado foi divulgado dias após a rival Fibria também divulgar reversão de resultado com lucro de 280 milhões de reais no quarto trimestre, apoiada em aumento nos preços da celulose e expansão de produção.

A Suzano também anunciou com o resultado que sua marca de papel higiênico, batizada de Max Pure, teve a fabricação iniciada em 25 de janeiro. O foco de comercialização da empresa são as regiões Norte e Nordeste.

A companhia teve crescimento de 25,8 por cento na receita líquida do quarto trimestre sobre um ano antes, para 3,142 bilhões de reais, e avançou 21 por cento no comparativo com o trimestre anterior.

O crescimento veio apesar de vendas menores de celulose no comparativo anual. O volume vendido no quarto trimestre somou 953 mil toneladas, queda de 0,5 por cento sobre um ano antes. Sobre o terceiro trimestre, houve alta de 14,8 por cento.

A produção de celulose caiu 5,4 por cento sobre o quarto trimestre de 2016, para 884 mil toneladas.

O custo caixa de celulose, excluindo paradas de manutenção, foi de 614 reais a tonelada, alta de 44 reais sobre um ano antes, "em decorrência, principalmente, do aumento do custo com madeira, em função do maior raio médio no mix de abastecimento", afirmou a companhia no balanço.

A empresa manteve objetivo de atingir custo caixa de 570 reais toneladas este ano e de 475 reais entre 2021 e 2022.

A Suzano terminou dezembro com uma relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado de 2,1 vezes ante 2,6 vezes um ano antes e 2,3 vezes no terceiro trimestre de 2017.

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