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Fundo soberano da Noruega cobra mais transparência de companhias investidas

OSLO (Reuters) - O fundo soberano da Noruega, de mais de 1 trilhão de dólares, planeja ser um acionista ativo, cobrando de empresas investidas a divulgação de mais dados não financeiros, como emissões de carbono, e a nomeação de diretores que representam os investidores.

Mais divulgação de dados sobre sustentabilidade pelas 9.100 empresas em que investe vai permitir ao fundo avaliar com mais precisão os riscos de seus investimentos, afirmou Yngve Slyngstad, presidente-executivo do fundo.

"Não é apenas a divulgação de dados relacionados ao clima, mas a divulgação do que chamamos de informações não financeiras em geral, dados de sustentabilidade", disse ele. "CO2 é muito importante...Dados relacionados à água e ao amplo espectro das Metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU são importantes."

O fundo, que investe os recursos gerados pela produção de petróleo e gás da Noruega e não pode investir em companhias norueguesas, é um dos maiores acionistas do mundo, com participações em 1,4 por cento das companhias listadas em bolsas globais.

Nos últimos anos, o fundo soberano da Noruega tornou-se um investidor mais ativo, tentando usar seu tamanho para influenciar atitudes de companhias.

No relatório anual sobre investimento responsável, divulgado nesta terça-feira, o fundo afirma que se opôs a 6.760 resoluções colocadas em votação em assembleias gerais de acionistas de empresas no ano passado.

Pouco mais da metade das oposições se concentraram sobre a eleição de diretores e incluíram votos contrários à combinação de papeis de presidente-executivo e de presidente de conselho de administração do Facebook, JPMorgan Chase, Johnson & Johnson, Bank of America, ExxonMobil, Chevron e Verizon.

O fundo também votou contra diretores da Alphabet, Amazon, Allianz e Wells Fargo, que avalia terem muitos compromissos.

Em documento separado divulgado também nesta terça-feira, o fundo soberano da Noruega ainda afirmou que as empresas precisam criar políticas contra corrupção e canais de denúncia anônima.

(Por Gwladys Fouche)

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