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EXCLUSIVO-Trump convoca reunião sobre política de biocombustíveis após crise em refinaria

23/02/2018 14h03

Por Jarrett Renshaw

NOVA YORK (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou uma reunião no início da próxima semana com importantes senadores e funcionários do gabinete para discutir possíveis mudanças na política de biocombustíveis, que está sob pressão cada vez maior depois que uma refinaria da Pensilvânia culpou o regulamento por sua recuperação judicial, de acordo com quatro fontes familiarizadas com o assunto.

A reunião vem em um momento em que a indústria de petróleo e o lobby dos produtores de milho --forças poderosas em Washington-- confrontam-se sobre o futuro do Padrão de Combustível Renovável (RFS, na sigla em inglês), uma regulamentação de décadas que exige dos refinadores a mistura de biocombustíveis, como o etanol à base de milho, nos combustíveis fósseis.

O engajamento de Trump reflete as altas apostas políticas de proteger empregos em um importante Estado eleitoral. A refinaria de petróleo Philadelphia Energy Solutions (PES), que emprega mais de 1 mil pessoas na Filadélfia, entrou em recuperação judicial no mês passado e culpou o regulamento pela sua crise.

A reunião, prevista para terça-feira, incluirá os senadores republicanos Ted Cruz, do Texas, Chuck Grassley e Joni Ernst, de Iowa, juntamente com o administrador da Agência de Proteção Ambiental, Scott Pruitt, o secretário de Agricultura, Sonny Perdue, e potencialmente o secretário de Energia, Rick Perry, de acordo com as quatro fontes, que falaram sob condição de anonimato.

Uma fonte disse que a reunião se concentraria em soluções de curto prazo para ajudar a PES a continuar operando. As outras fontes disseram que a reunião irá avaliar os preços para créditos de biocombustíveis, permissões para que maiores misturas de etanol sejam comercializadas o ano todo e os esforços para retirar os especuladores do mercado.

    Funcionários da EPA, Departamento de Agricultura e Departamento de Energia recusaram-se a comentar. Um funcionário da Casa Branca, Kelly Love, disse que não tinha nenhum anúncio sobre o assunto neste momento.

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