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Tesouro dos EUA avalia poderes emergenciais para conter investimentos chineses, diz autoridade

20/04/2018 09h48

Por David Lawder e Koh Gui Qing

WASHINGTON (Reuters) - O Tesouro dos Estados Unidos está estudando maneiras de restringir investimentos chineses nos EUA invocando uma lei de poderes emergenciais e antecipando algumas reformas de revisão de segurança para aquisições corporativas, disse uma autoridade do Tesouro na quinta-feira.

Os esforços estavam sendo examinados como parte das medidas de proteção a propriedade intelectual do presidente norte-americano, Donald Trump, que incluem restrições a investimentos específicos da China, disse o secretário adjunto de Mercados e Investimento Internacionais, Heath Tarbert, a um Instituto do Fórum Internacional de Finanças.

Questionado sobre notícias de que o Tesouro pode antecipar partes de um projeto de lei para modernizar as revisões de segurança do Comitê de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS, na sigla em inglês) e usar o Ato de Emergência de Poderes Econômicos, disse Tarbert, uma autoridade especial do Tesouro dedicada às restrições a China.

"Temos escritórios separados no Tesouro que estão considerando essas duas questões distintamente", disse Tarbert.

Um escritório do Tesouro que administra o CFIUS é separado do escritório que trabalha com as restrições de investimento da China, disse ele.

Falando em Pequim nesta sexta-feira, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, disse que o movimento foi outro exemplo das "atitudes hegemônicas" dos EUA.

"Por um lado, os EUA querem que a gente abra ainda mais nossos mercados, mas, por outro lado, impõem restrições ao comércio e ao investimento chineses em nome da segurança nacional", disse Hua.

As restrições ao investimento do Tesouro visam, em parte, pressionar a China a levantar as exigências para empresas estrangeiras formarem joint ventures com empresas locais que levem à transferência de tecnologia, uma política que a administração considera injusta quando os Estados Unidos não têm tais restrições às empresas chinesas.

(Por David Lawder e Koh Gui Qing)