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Haddad diz que ataques do PSDB ao PT não beneficiam Alckmin e favorecem "o fascista"

02/10/2018 11h40

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, atribuiu nesta terça-feira o aumento de seu índice de rejeição na mais recente pesquisa do Ibope aos sucessivos ataques que vem recebendo do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, mas disse que o tucano não tem se beneficiado disso, mas sim "o fascista".

Pesquisa Ibope divulgada na segunda-feira mostrou que a rejeição de Haddad saltou de 27 para 38 por cento, ao mesmo tempo em que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, ampliou sua vantagem na liderança das intenções de voto para 31 a 21 por cento sobre Haddad, enquanto Alckmin permaneceu com 8 por cento.

"Nós estamos sofrendo muito ataque do PSDB, mas isso não está favorecendo o PSDB, mas sim o fascista", disse Haddad a jornalistas antes de visitar a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

"Todo ataque nesse contexto você alimenta o ódio e o fascismo. É o que está acontecendo no Brasil, e quanto mais alimentar o ódio mais o fascismo vai crescer... e parte expressiva da elite brasileira abandonou a social-democracia pelo fascismo", afirmou.

Ao ser questionado se estava se referindo ao candidato do PSL quando falou que os ataques tucanos favoreciam o fascismo, Haddad disse: "Você entenda como você quiser".

Haddad foi recebido por dezenas de correligionários e funcionários da Fiocruz, em um clima de campanha dentro do órgão público. Segundo a assessoria do PT, outros candidatos já estiveram em instituições da Fiocruz pelo país durante a campanha.

O candidato do PT disse que se eleito vai se esforçar para aumentar os investimentos na área da saúde, que chegariam a 6 por cento do PIB, segundo ele, e lembrou que esse patamar foi superado na área da educação quando ele foi ministro no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente 4 por cento do PIB vai para área da saúde, segundo Haddad. A revogação da PEC do teto de gastos ajudará a cumprir esse objetivo, frisou.

"Nós queremos revogar no bojo da reforma tributária para dar confiança de que as finanças públicas estão arrumadas, e hoje não há um deputado ou senador que não esteja arrependido de ter votado essa bobagem", disse Haddad sobre o teto de gastos.

O candidato voltou a afirmar que em seu eventual governo irá aliviar os impostos cobrados dos mais pobres para estimular o consumo e cobrar mais dos mais ricos, que, segundo ele, não pagam impostos suficientes no Brasil.

Haddad disse ainda que vai tentar aproximar mais Brasil e Argentina se eleito, apesar das diferenças ideológicas que disse ter com o presidente vizinho, Mauricio Macri, a quem classificou como um amigo pessoal.

"Brasil e Argentina têm muito o que cooperar. Política de governo é uma coisa e de Estado é outra", disse.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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