IPCA
0,51 Nov.2019
Topo

Governo quer vender pelo menos US$20 bi em ativos neste ano

Tatiana Bautzer

29/01/2019 10h40

SÃO PAULO (Reuters) - O governo do presidente Jair Bolsonaro quer vender pelo menos US$ 20 bilhões em ativos de companhias estatais neste ano, incluindo partes da Petrobras e do Banco do Brasil, afirmou nesta terça-feira (29) o secretário de Desestatização e Desinvestimento, Salim Mattar.

Mattar, um dos fundadores da rede de aluguel de carros Localiza, afirmou que o governo quer que Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal vendam a maior parte de suas subsidiárias nos próximos quatro anos.

"Por que o Estado brasileiro tem que vender seguros? Não faz sentido", disse Mattar em pronunciamento durante conferência de investimentos promovida pelo Credit Suisse em São Paulo.

Em sua apresentação, Mattar listou todas as subsidiárias de seguros da Caixa e a BB DTVM como potenciais alvos de privatização.

Mattar afirmou que a Petrobras deve vender a maior parte de suas 36 subsidiárias, enquanto o BB poderá vender até 16.

Ele acrescentou que espera que tais vendas sejam mais rápidas que a privatização de estatais controladas por ministérios do governo, como os Correios ou a Infraero.

Mattar afirmou que o governo planeja privatizar a Eletrobras por meio da venda de ações adicionais em um aumento de capital.

As ações da Eletrobras lideravam as altas do Ibovespa às 12h11, avançando cerca de 8%. Já os papéis da Petrobras tinham alta de 2,2%.

Mattar estimou que todas as estatais valem entre R$ 700 bilhões e R$ 800 bilhões.

O secretário também surpreendeu o público ao afirmar que o governo Bolsonaro quer fechar o braço de participações do BNDES, BNDESPar, depois de vender todas as fatias detidas em companhias privadas que possui. Mattar afirmou que tais participações valem R$ 110 bilhões.

Mattar afirmou ainda que o governo e o Tribunal de Contas da União (TCU) acertaram acordo para criação de um departamento no TCU especializado em privatizações, para acelerar a venda de ativos do governo.

Economia