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Diesel da Petrobras sobe 5,7% e atinge máxima de quase 6 meses

Marcelo Fonseca/Estadão Conteúdo
Imagem: Marcelo Fonseca/Estadão Conteúdo

2019-04-11T15:02:31

11/04/2019 15h02

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras elevará em 5,7% o preço médio do diesel nas refinarias a partir de sexta-feira (12), na maior alta para o combustível em mais de sete meses, após manter o valor congelado por 21 dias, apontaram dados da companhia nesta quinta-feira (11).

Foi o maior reajuste realizado para o combustível mais comercializado do Brasil desde 31 de agosto, quando houve uma alta de 13,03% --naquela oportunidade, o diesel subiu na esteira de um reajuste no valor de referência utilizado no programa governamental de subsídios, que já não existe.

Com o ajuste, o diesel será comercializado a R$ 2,2662 por litro na refinarias da Petrobras, maior valor desde 27 de outubro, quando era cotado a R$ 2,3606 por litro. O diesel da Petrobras estava em R$ 2,1432 por litro desde 22 de março.

Governo Bolsonaro mudou política de preços

A manutenção do preço da Petrobras por períodos mais longos foi permitida pela atual gestão da empresa em 26 de março, quando definiu que os ajustes nas refinarias acontecerão em intervalos não inferiores a 15 dias.

A mudança ocorreu em meio a pressão de caminhoneiros autônomos, que demonstraram insatisfação com as políticas para o setor, ameaçando nova greve.

Logo após o anúncio da nova política da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro disse em vídeo nas redes sociais que seu governo respeita os caminhoneiros e tem tomado medidas de interesse da categoria, como uma mudança na periodicidade dos reajustes do diesel pela Petrobras.

Antes da política definida ao final de março, a Petrobras poderia manter o diesel estável por períodos de até sete dias, utilizando mecanismos de hedge para evitar prejuízos.

Reajustes seguem indicadores internacionais, diz Petrobras

A Petrobras tem informado, no entanto, que sua política de preços busca a paridade de importação, tendo como referência indicadores internacionais como câmbio e petróleo, em busca de rentabilidade. Eventuais perdas com a manutenção dos preços seriam evitadas com hedge.

O repasse das alterações nos preços dos combustíveis aos consumidores finais depende de uma série de fatores, como impostos, margens dos distribuidores e revendedores e misturas de biocombustíveis.

Neste ano, grande parte das altas realizadas pela Petrobras não está chegando às bombas. Na semana passada, os preços do diesel nas bombas caíram 0,14% ante a semana anterior, apesar de nas refinarias terem permanecido congelados.

Nos primeiros três meses do ano, o diesel teve alta de apenas 3% nos postos, contra avanço de 18,5% nas refinarias da Petrobras.

(Por Marta Nogueira; com reportagem adicional de José Roberto Gomes)

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