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Pagamento instantâneo mudará transações financeiras no país, diz Campos Neto em lançamento da marca PIX

O presidente do BC, Roberto Campos Neto - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
O presidente do BC, Roberto Campos Neto Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Marcela Ayres

Brasília

19/02/2020 10h54

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, defendeu nesta quarta-feira que a implementação do pagamento instantâneo brasileiro, que começará em novembro deste ano, faz parte de um projeto maior do BC que mudará a forma como as transações financeiras são feitas no país, a um custo mais baixo.

"Esse projeto é um dos mais importantes do ano para gente, ele aporta num contexto de inovações que está por vir", afirmou ele, aparecendo por videoconferência na apresentação em São Paulo da marca do pagamento instantâneo brasileiro, batizada de PIX.

"Acreditamos que a intermediação financeira vai transformar o custo de pagamentos no Brasil e acreditamos que com esse sistema, junto com outros sistemas que estão por vir, unificando-se ao longo de 2021, nós vamos ter uma diferenciação na forma de fazer as transações financeiras no Brasil", acrescentou.

Com o sistema de pagamento instantâneo, a transferência de dinheiro de uma conta para outra será feita em poucos segundos, 24 horas por dia, nos sete dias da semana, inclusive entre contas de diferentes instituições financeiras.

Campos Neto afirmou que sua introdução diminuirá o "grande custo" para a sociedade de carregar dinheiro de forma física, o que afetará também o transporte de numerários.

Também presente no evento, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC, João Manoel Pinho de Mello, explicou que o BC irá prover a infraestrutura sobre a qual os participantes de mercado, instituições de pagamento, bancos e outros agentes poderão participar desse ecossistema de pagamentos instantâneos.

Segundo Mello, com o PIX a expectativa é que haverá mais competição no mercado, inclusão de pessoas, facilidade nas transações e custo menor para os usuários.

Na prática, ele será uma alternativa aos modelos já existentes de transações e pagamentos, como TED, DOC, boleto, cheque e cartões.

"Nosso objetivo aqui é prover serviço público, uma plataforma, para que agentes privados compitam e sejam provedores de serviços de alta qualidade a custos competitivos para os usuários finais", disse Mello.

"Facilita a entrada de novos atores porque é plataforma neutra, é a mesma para todo mundo", completou.

De acordo com o BC, o PIX também permitirá a realização de transações por meio de QR Code ou com a inserção de informações como número de celular, e-mail, CPF ou CNPJ.

Em nota sobre o tema, o BC disse ainda que, além das funcionalidades que já estarão operacionais em novembro, estão no radar da autoridade monetária outras inovações, como o pagamento por aproximação.

(Por Marcela Ayres)