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Dispensas aumentam e mais milhões de norte-americanos pedem auxílio-desemprego

14/05/2020 09h40

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - A crise global do novo coronavírus continua a abater o mercado de trabalho dos Estados Unidos, com novos milhões de trabalhadores entrando com pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, incluindo pessoal administrativo.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 2,981 milhões em dados ajustados sazonalmente na semana encerrada em 9 de maio, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Embora seja um número menor do que os 3,176 milhões da semana anterior e marque a sexta queda seguida, os pedidos continuam altos demais.

Economistas consultados pela Reuters projetavam que os pedidos totalizariam 2,5 milhões na última semana. As solicitações vêm gradualmente diminuindo desde que atingiram o recorde de 6,867 milhões na semana até 28 de março.

O relatório semanal de reivindicações de auxílio-desemprego, os dados mais oportunos sobre a saúde da economia, confirma as expectativas dos economistas de que maio será o terceiro mês consecutivo de grandes perdas de empregos. O relatório veio um dia depois de o chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, ter alertado para um "período prolongado" de crescimento fraco e renda estagnada.

"Estamos no fim da primeira onda de demissões, mas agora estamos passando da fase de desastre natural para a fase de recessão", disse Josh Wright, economista-chefe da Wrightside Advisors. "É por isso que tantos empregos administrativos ainda estão sendo perdidos. Amputamos efetivamente uma grande parte da economia e vamos mancar depois."

A economia perdeu impressionantes 20,5 milhões de empregos em abril -- a queda mais acentuada no emprego desde a Grande Depressão da década de 1930 --, uma vez que empresas foram fechadas a fim de conter a propagação do Covid-19, a doença respiratória causada pelo vírus.

Ainda assim, abril foi provavelmente o fundo do poço da perda de empregos durante essa crise econômica, que também marcou o maior declínio na produção desde a Grande Recessão de 2007-09.

Além de trabalhadores em indústrias e empregos não afetados inicialmente pelas quarentenas contra o coronavírus, os economistas atribuem a elevação contínua das reivindicações ao processamento de pedidos em atraso, que se acumularam quando as agências estatais de desemprego foram sobrecarregadas pela onda sem precedentes de registros.

Muitas partes do país estão reabrindo e os Estados e governos locais estão traçando planos para retomar suas economias. Porém, com empresas e fábricas operando bem abaixo da capacidade e com receios de uma segunda rodada de infecções por Covid-19, os economistas não esperam uma melhora drástica no mercado de trabalho.

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