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Ibovespa fecha acima dos 105 mil pontos pela 1ª vez desde março com balanços e Fed

29/07/2020 17h31

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em alta de mais de 1% e acima dos 105 mil pontos pela primeira vez desde março nesta quarta-feira, com a temporada de balanços de empresas brasileiras ganhando tração e o Federal Reserve reiterando compromisso de usar sua "gama completa de ferramentas" para apoiar a economia dos EUA.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,44%, a 105.605,17 pontos, renovando máxima de fechamento desde o começo de março. O volume financeiro no pregão somou 28 bilhões de reais.

Autoridades do banco central norte-americano afirmaram no final de sua reunião de política monetária que a atividade econômica e o emprego nos EUA aceleraram um pouco nos últimos meses, mas seguem bem abaixo de seus níveis no começo de 2020.

Todos os membros do comitê de política monetária do Fed votaram por deixar a meta da taxa de juros de curto prazo entre zero e 0,25%, intervalo no qual está desde 15 de março. E para o chair Jerome Powell há necessidade de suporte fiscal adiiconal.

Em Wall Street, o S&P 500 subiu 1,24%, também apoiado em resultados trimestrais.

"O Federal Reserve confirmou expectativas de mercado por uma postura mais 'dovish' ao reforçar a manutenção na implementação medidas de injeção de recursos e estímulos monetários por um período estendido", avaliou a equipe da Guide Investimentos.

No Brasil, a pauta de balanços desta quarta-feira ainda promete os números de Vale, Ecorodovias, GPA, Localiza, TIM. Ambev, Bradesco e Usiminas saem na quinta-feira, antes da abertura.

DESTAQUES

- CSN ON avançou 5,69%, após lucro líquido de 446 milhões de reais no segundo trimestre, ante prejuízo de 1,3 bilhão um ano antes, e sinalizar que elevará preços entre agosto e setembro.

- VALE ON teve alta de 4,33%, beneficiada pela alta dos preços do minério de ferro na China antes da divulgação do balanço ainda nesta quarta-feira.

- SANTANDER BRASIL UNIT subiu 3,51%, mesmo após queda de 41% no lucro do segundo trimestre, principalmente por causa de provisões adicionais, com o banco dizendo que são suficientes para atravessar a crise.

- BRADESCO PN valorizou-se 3,15%, antes do balanço do segundo trimestre na quinta-feira, antes da abertura da bolsa. ITAÚ UNIBANCO PN avançou 2,35%. A sessão foi marcada por dados de crédito no país, pelo BC.

- MINERVA ON caiu 4,41%, apesar do lucro líquido de 253,4 milhões de reais no segundo trimestre, ante prejuízo de 113,3 milhões um ano antes, com desempenho operacional recorde.

- CIELO ON fechou com declínio de 3,52%, após prejuízo trimestral, afetado pela pandemia, enquanto ajusta estrutura de custos e de capital para enfrentar um cenário de forte queda dos resultados.

- PETROBRAS PN avançou 1,62%, ajudada pela alta dos preços do petróleo no exterior - o Brent encerrou com elevação de 1,2%, a 43,75 dólares o barril - e com resultado trimestral previsto para quinta-feira, após fechamento da bolsa.