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Ibovespa fecha acima de 104 mil pontos com NY e Selic a 2%; Totvs salta quase 11%

06/08/2020 17h29

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira pelo segundo pregão seguido, favorecido pelos ganhos em Wall Street e noticiário corporativo positivo, com destaque para Totvs, que disparou após mostrar resiliência nas vendas no segundo trimestre.

Índice de referência do mercado financeiro brasileiro, o Ibovespa subiu 1,29%, a 104.125,64 pontos. Na máxima da sessão, chegou a 104.523,28 pontos. O volume financeiro somou 26,2 bilhões de reais.

Tal desempenho ocorreu um dia depois de o Banco Central cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto, para 2% ao ano, e manter a porta aberta para novos ajustes à frente.

O patamar extremamente baixo da Selic tem sido um dos principais suportes para a bolsa paulista, com papel relevante de pessoas físicas em busca de melhor remuneração de seus investimentos na alta do Ibovespa nos últimos meses.

No exterior, Wall Street melhorou durante a sessão e o S&P 500 fechou em alta de 0,64%, com agentes financeiros na expectativa de um novo pacote de estímulo fiscal e analisando uma combinação de dados da economia norte-americana.

"As esperanças de outro pacote de estímulo expressivo nos EUA estão atualmente mantendo viva a alta do mercado de ações", afirmou o analista Milan Cutkovic, da AxiCorp. "Isso poderia impulsionar o sentimento do mercado e valorizar as ações."

DESTAQUES

- TOTVS ON saltou 10,85%, após receitas maiores com produtos de computação em nuvem e forte redução da despesa pela produtora de softwares de gestão no segundo trimestre compensarem os efeitos econômicos da pandemia de coronavírus. "Vendas impressionantemente resilientes", afirmou o Credit Suisse.

- MULTIPLAN ON subiu 7,66% antes da divulgação do balanço trimestral aguardado para esta quinta-feira, em mais uma sessão positiva para empresas de shopping centers, com BRMALLS ON avançando 11,2%. IGUATEMI ON, que deu o tom após balanço no começo da semana, valorizou-se 4,77%.

- CIELO ON disparou 10,67% após comentários do presidente do Banco do Brasil de que estão em andamento discussões com o Bradesco sobre divisão de ativos no setor de cartões. Os dois bancos dividem o controle da empresa de meios de pagamentos, a maior do país. Na máxima até o momento, os papéis chegaram a 5,52 reais.

- BANCO DO BRASIL ON avançou 3,06%, mesmo após queda de 25,3% no lucro líquido recorrente no segundo trimestre para 3,311 bilhões de reais, em meio a aumento de provisões. Para o Bradesco BBI, o resultado do BB mostrou uma qualidade bastante razoável. No setor, ITAÚ UNIBANCO PN ganhou 1,4% e BRADESCO PN subiu 0,69%.

- BRASKEM PNA fechou em alta de 2,99%, mesmo após a petroquímica divulgar um prejuízo bilionário no segundo trimestre. Na visão do BTG Pactual, a companhia reportou um conjunto sólido de resultados no que provavelmente deve ser o trimestre mais fraco do ano em termos de vendas.

- BRF ON valorizou-se 6,05%, tendo no radar relatório do Bradesco BBI elevando recomendação dos papéis para 'outperform', bem como o preço-alvo para 28 reais, argumentando que "o mercado está subestimando os ganhos de participação de receita para o negócio de alimentos processados da BRF e as mudanças no comportamento do consumidor devido ao Covid-19".

- VALE ON cedeu 0,58%, apesar dos preços do minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian tocarem nova máxima de 2020. Os papéis foram atingidos por movimentos de realização de lucros no setor de mineração e siderurgia. GERDAU PN caiu 2,48%, USIMINAS PNA recuou 2% e CSN ON perdeu 0,08%.

- PETROBRAS PN subiu apenas 0,17%, após valorização de mais de 6% na véspera, com a quinta-feira marcada por volatilidade nos preços do petróleo no mercado internacional. O Brent fechou em queda de 0,18%.