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Omega Geração tem prejuízo de R$94 mi no 1° tri; produção de energia tem recorde

29/04/2021 12h23

SÃO PAULO (Reuters) - A empresa de energia renovável Omega Geração registrou prejuízo líquido de 93,8 milhões de reais de janeiro a março, acima das perdas de 51,7 milhões de reais no mesmo período de 2020, quando os resultados foram beneficiados por ganhos não recorrentes na aquisição do parque eólico Assuruá 3.

A piora no desempenho veio apesar de uma produção recorde para o primeiro trimestre nas usinas da companhia, com salto de 144% em comparação anual, disse a Omega ao divulgar os números nesta quinta-feira, destacando que as características de seus empreendimentos fazem com que eles apresentem "níveis de produção mais elevados a partir do mês de julho".

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da elétrica somou 193,5 milhões de reais no trimestre, avanço de 57% ano a ano, enquanto o Ebitda ajustado saltou 137%, para 236,8 milhões de reais.

A companhia destacou que o pior desempenho em comparação anual deve-se ao registro em 2020 de um ganho extraordinário de 59,8 milhões na compra de Assuruá 3.

Omega também registrou perda financeira de 176,7 milhões de reais, versus 104,5 milhões no primeiro trimestre de 2020, devido aos juros de novas debêntures emitidas em março e pelo custo financeiro do endividamento associado ao complexo eólico Chuí, adquirido por ela no ano passado.

Já a receita líquida da geradora aumentou 92% frente ao primeiro trimestre de 2020, para 370,2 milhões de reais.

Ao final de março, a Omega ainda registrava 1,96 bilhão de reais em caixa, contra 1,34 bilhão no ano passado.

A dívida líquida da companhia fechou o trimestre em 4,5 bilhões de reais, alta de 29% na comparação anual.

Os investimentos atingiram 818 milhões de reais no trimestre, alta de 78% ante 2020.

EXPANSÃO

A Omega registrou em seu balanço que a compra do complexo eólico Assuruá 4 junto a sua coligada Omega Desenvolvimento, anunciada mais cedo neste mês, deve ser concluída no primeiro trimestre de 2023, o que levará a capacidade total dos ativos da companhia a 2 gigawatts, ou 11,5% a mais que no final de 2020.

Assuruá 4, na Bahia, terá cerca de 215 megawatts em capacidade instalada e prevê a venda da produção no mercado livre de energia. A empresa disse que "pode escolher, ao seu exclusivo critério, concluir a aquisição em caixa ou em ações".

A Omega Desenvolvimento, que tem vendido projetos para a Omega Geração quando estes iniciam operação comercial, ainda está desenvolvendo a usina Assuruá 5, disse a elétrica, apontando que espera o "lançamento" do projeto "nos próximos meses".

A empresa também disse que a definição sobre a compra de um portfólio eólico em construção junto a um desenvolvedor terceiro "está atrasada e não deve se estender para além do segundo trimestre". Antes, a expectativa era concluir as negociações no primeiro trimestre.

(Por Luciano Costa; edição de Roberto Samora)