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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem para mínima em 19 meses

Pessoas aguardam em fila de emprego em uma loja de São Francisco, EUA - Robert Galbraith
Pessoas aguardam em fila de emprego em uma loja de São Francisco, EUA Imagem: Robert Galbraith

Lucia Mutikani

Da Reuters

21/10/2021 10h06

WASHINGTON (Reuters) - O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu para uma mínima em 19 meses na semana passada, apontando para um aperto no mercado de trabalho, embora a escassez de trabalhadores possa manter o ritmo de contratações moderado em outubro.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego recuaram em 6 mil, para 290 mil em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 16 de outubro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Esse foi o patamar mais baixo desde meados de março de 2020, quando o país estava no estágio inicial da pandemia de Covid-19, e também a segunda semana seguida em que os pedidos permaneceram abaixo de 300 mil, à medida que empregadores seguravam os trabalhadores diante da aguda escassez de mão de obra.

Economistas consultados pela Reuters projetavam 300 mil pedidos na semana passada. As solicitações caíram ante um recorde de 6,149 milhões no início de abril de 2020. Uma faixa de 250 mil a 300 mil solicitações é considerada como consistente com condições saudáveis no mercado de trabalho.

A pandemia mudou a dinâmica do mercado de trabalho, levando a impressionantes 10,4 milhões de postos de trabalho em aberto no final de agosto, mesmo com cerca de 7,7 milhões de pessoas oficialmente desempregadas em setembro. Fatores como a falta de creches, generosos benefícios a desempregados financiados pelo governo federal, aposentadorias precoces e mudanças de carreira foram responsabilizados pela desconexão.

Embora as escolas tenham sido reabertas para o ensino presencial e o auxílio a desempregados tenha sido encerrado no início de setembro, não houve salto na força de trabalho no mês passado. Cerca de 183 mil pessoas a deixaram, levando a um declínio na taxa de participação na força de trabalho, ou a proporção de norte-americanos em idade produtiva que têm ou estão procurando emprego.

"Continuamos céticos de que o fim dos benefícios estendidos a desempregados levará a um retorno substancial e rápido à força de trabalho no curto prazo", disse Veronica Clark, economista do Citigroup.

A criação de vagas fora do setor agrícola dos Estados Unidos foi de apenas 194 mil em setembro, o menor número em nove meses. O emprego está 5,0 milhões de postos de trabalho abaixo de seu pico de fevereiro de 2020.

A escassez de trabalhadores e de matérias-primas levaram economistas a anteciparem desaceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para uma taxa anualizada de 0,5% no terceiro trimestre, após acelerar a um ritmo de 6,7% nos três meses de abril a junho.

(Lucia Mutikani)

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