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PF investigará problemas técnicos durante votação de PEC dos Benefícios na Câmara

13/07/2022 12h13

Por Eduardo Simões

(Reuters) - A Polícia Federal investigará os problemas técnicos enfrentados pela Câmara dos Deputados na terça-feira, durante votação da PEC dos Benefícios, que levaram à interrupção da análise da proposta quando os parlamentares iniciam a votação de destaques ao texto, logo após a aprovação do texto-base em primeiro turno.

Em nota lida no plenário da Casa nesta quarta, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que uma das empresas que presta serviços de conectividade à Câmara afirmou que o problema decorreu do rompimento de um cabo de fibra ótica. A outra empresa que presta o mesmo serviço de forma redundante também enfrentou instabilidade.

"Realizada apuração preliminar com o apoio da Polícia Federal, confirmou-se que houve corte na conexão da operadora Lumen. A empresa, em diversos comunicados enviados à Câmara dos Deputados, prestou informações no sentido de que houve interrupção dos serviços por rompimento de fibra óptica no território de Brasília... Também houve instabilidade no segundo link contratado pela Câmara dos Deputados, como noticiado", afirma a nota.

"Foi instaurado procedimento preliminar de apuração na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal e as diligências continuam a fim de esclarecer prontamente o ocorrido", acrescenta o documento que classifica o episódio como grave e merecedor de "rigorosa apuração".

Em sessão da Casa nesta quarta, Lira respondeu questões de ordem de parlamentares que questionaram a suspensão da sessão da véspera, com a manutenção da abertura do painel eletrônico e do registro de quórum da sessão.

Diante dos questionamentos, Lira encerrou a sessão iniciada na véspera e convocou nova sessão logo na sequência para seguir com a análise da Proposta de Emenda à Constituição, chamada por críticos de "PEC Kamikaze".

O texto amplia os valores pagos pelo Auxílio Brasil e pelo Auxílio Gás, além de criar benefícios para caminhoneiros e taxistas a menos de três meses da eleição presidencial de outubro, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) tentará a reeleição.