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Preços do petróleo atingem menor nível desde a invasão da Ucrânia

A venda de hoje sucedeu um aumento inesperado nos estoques de petróleo dos EUA da semana passada - fotoember/Getty Images
A venda de hoje sucedeu um aumento inesperado nos estoques de petróleo dos EUA da semana passada Imagem: fotoember/Getty Images

Noah Browning; com reportagem adicional de Laura Sanicola, Richard Valdmanis e Emily Chow

04/08/2022 16h57

Os preços globais do petróleo caíram nesta quinta-feira para seus níveis mais baixos desde antes da invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro, com traders preocupados com a possibilidade de uma recessão econômica no final deste ano que poderia minar a demanda por energia.

Os futuros do Brent perderam 2,66 dólares, ou 2,75%, a 94,12 dólares por barril, o menor fechamento desde 18 de fevereiro.

O petróleo dos EUA, WTI, fechou em baixa de 2,34 dólares, ou 2,12%, a 88,54 dólares, a mínima desde 2 de fevereiro.

A queda nos preços do petróleo pode ser um alívio para os grandes países consumidores, incluindo os Estados Unidos e países da Europa, que vêm pedindo aos produtores que aumentem a produção para compensar a escassez de oferta e combater a inflação furiosa.

O petróleo havia subido para mais de 120 dólares o barril no início do ano. Uma recuperação repentina na demanda ante os dias mais sombrios da pandemia de Covid-19 coincidiu com interrupções no fornecimento decorrentes de sanções à grande produtora, a Rússia, por sua invasão à Ucrânia.

A venda desta quinta-feira sucedeu um aumento inesperado nos estoques de petróleo dos EUA da semana passada. Os estoques de gasolina, proxy para a demanda, também mostraram um aumento surpreendente, já que a demanda desacelerou sob o peso dos preços da gasolina perto de 5 dólares o galão, disse a Administração de Informação de Energia dos EUA.

"Parece que a fraqueza de quarta-feira após a demanda implícita de gasolina mais fraca do que o esperado nos EUA, juntamente com a quebra dos níveis de suporte técnico nesta quinta-feira, arrastaram o petróleo para baixo", disse Giovanni Staunovo, analista do UBS.