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Zhu Hexin deve se tornar o próximo presidente do BC da China, dizem fontes

23/02/2023 14h41

PEQUIM (Reuters) - Um banqueiro de carreira e chefe de um conglomerado financeiro estatal, Zhu Hexin, deve se tornar o presidente do banco central da China após a sessão anual do Parlamento no próximo mês, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

A notícia foi relatada pela primeira vez nesta quinta-feira pelo Wall Street Journal, que também disse que He Lifeng, chefe da agência de planejamento estatal da China e confidente de longa data do presidente Xi Jinping, deve se tornar o chefe do Partido Comunista no banco central.

O papel dele no partido se acrescentará a sua esperada nomeação como vice-premiê encarregado da economia, informou o WSJ, uma posição que muitos esperam que ele ocupe após a saída de Liu He, que deve se aposentar.

O Banco do Povo da China e o Gabinete de Informação do Conselho de Estado não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Se confirmado, Zhu, de 54 anos, substituirá Yi Gang, que deve se aposentar durante a remodelação da liderança no mês que vem, depois que foi retirado de um órgão de elite do Partido Comunista em seu congresso quinquenal em outubro. 

Ao contrário de seu antecessor, Yi não ocupa o principal posto partidário no banco central, cargo ocupado por Guo Shuqing, o principal regulador bancário da China, que também deve se aposentar.

As iminentes aposentadorias de Yi, Guo, Liu e do primeiro-ministro Li Keqiang, que ficaram claras no congresso do partido em outubro, foram percebidas pelos observadores da liderança como o prenúncio do fim de uma geração de autoridades com mentalidade mais reformista, à medida que Xi aumenta seu poder. 

Zhu é presidente do conglomerado financeiro Citic Group Corp e já ocupou cargos seniores nos estatais Bank of Communications e Bank of China. Formado em engenharia pela Universidade de Finanças e Economia de Xangai, Zhu também foi vice-presidente do banco central e vice-governador da província de Sichuan, no sudoeste da China.

A sessão parlamentar anual da China, marcada para começar em 5 de março, ocorre em um momento em que as autoridades estão sob pressão para recuperarem uma economia abalada por três anos de fortes medidas de isolamento social contra a Covid-19.

(Reportagem de Shivani Tanna em Bengaluru, Julie Zhu em Hong Kong e Kevin Huang em Pequim)