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Padilha diz que IPCA menor mostra acertos de Haddad e abre espaço para queda de juros

Ministro das Relações Institucionais também defendeu a necessidade da aprovação do novo arcabouço fiscal. - Lucas Borges Teixeira/UOL
Ministro das Relações Institucionais também defendeu a necessidade da aprovação do novo arcabouço fiscal. Imagem: Lucas Borges Teixeira/UOL

Eduardo Simões

11/04/2023 13h43

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que a variação menor do IPCA, índice de inflação de referência usado pelo governo, mostra os acertos das medidas que vêm sendo adotadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e que há espaço para uma redução da taxa básica de juros por parte do Banco Central.

"Estamos criando um ambiente para uma curva descendente dos juros no país, que estão desproporcionais. Hoje acabou de sair o IPCA, pela primeira vez desde 2021 tem o seu índice de inflação acumulado menor que 5%, desacelerou a inflação, o que mostra o acerto das medidas que vêm sendo tomadas pelo ministro Fernando Haddad", disse Padilha a jornalistas, após reunião com líderes do governo na Câmara dos Deputados.

"A inflação está desacelerando, reforçando o ambiente para queda de juros no país", acrescentou ele, que classificou o atual patamar da taxa Selic, de 13,75%, de "desproporcional", fazendo coro a demais autoridades do governo que criticam a atual política monetária.

Mais cedo nesta terça, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que o IPCA desacelerou em março e, no acumulado de 12 meses, ficou em 4,65%, nível mais baixo em cerca de dois anos.

Padilha também defendeu a necessidade da aprovação do novo arcabouço fiscal, recentemente anunciado por Haddad, e disse que o tema deverá ser tratado no Congresso como um assunto relevante para o país, e não como um embate entre governo e oposição.

"A aprovação do novo arcabouço fiscal cria um ambiente ainda mais positivo para quem quer investir no país, para a segurança econômica, para a previsibilidade", disse.

O ministro, no entanto, disse que ainda não há uma data para o envio formal do texto detalhado da proposta ao Legislativo.

"O ministro Haddad e a equipe econômica estão se dedicando à conclusão do texto, não tem data definida para encaminhar", afirmou.

Na segunda-feira, Haddad disse que o governo tem até a sexta-feira para encaminhar o texto ao Congresso.