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EDGE Group dos Emirados Árabes busca expansão na América Latina antes da viagem de Lula a Abu Dhabi

13/04/2023 20h38

Por Gabriel Araujo

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Às vésperas de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitar os Emirados Árabes Unidos, no final desta semana, a empresa de Defesa e Segurança EDGE Group, de Abu Dhabi, chegou à América Latina de olho no Brasil como um mercado emblemático.

A agenda de Lula no país do Oriente Médio, onde ele fará uma escala no sábado, na volta de uma visita de Estado à China, deve incluir um encontro com o EDGE, que anunciou esta semana que abrirá um escritório em Brasília para supervisionar um processo mais amplo de expansão na América Latina.

O diretor financeiro do EDGE, Rodrigo Torres, disse à Reuters na Laad, feira do setor de defesa no Rio de Janeiro, que seu escritório na capital brasileira será o primeiro regional fora de Abu Dhabi. 

"Estamos verificando (com o Brasil) como podemos expandir e ajudar uns aos outros", disse Torres, nascido no Brasil, em entrevista na terça-feira. "No final das contas, estamos olhando para dois países que podem ter dimensões diferentes, mas precisam desenvolver tecnologias de maneira semelhante. Seus caminhos são semelhantes."

O EDGE vende uma variedade de armamentos, incluindo armas de precisão e tecnologias de guerra eletrônica que Torres considera adequadas à América Latina, somando-se a clientes atuais na África, Ásia, Oriente Médio e Europa. 

Ele observou que a empresa também está de olho em iniciativas e parcerias de pesquisa e desenvolvimento como parte de seu impulso regional, sem descartar possíveis aquisições.

Fundada em 2019, o EDGE atraiu grande atenção na Exposição Internacional de Defesa dos Emirados Árabes Unidos (IDEX) em fevereiro, quando garantiu negócios no valor de 2,22 bilhões de dólares em um único dia. 

Torres disse que tal bonança é improvável no Rio, mas ainda expressou esperança de que a América Latina possa se tornar o segundo mercado mais relevante da empresa depois de seu país de origem. 

"Não pretendemos fechar negócios na Laad", disse. "Na IDEX estávamos jogando em casa. Aqui nossos principais objetivos são conhecer o mercado e mostrar nossos produtos."