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Calote da dívida pode desencadear recessão, alerta vice-presidente dos EUA

18/05/2023 20h51

Por Doina Chiacu e Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, e o principal assessor econômico da Casa Branca, Lael Brainard, disseram nesta quinta-feira que um calote da dívida dos EUA de 31,4 trilhões de dólares colocaria a economia americana em uma recessão.

Em teleconferência com ativistas democratas, Harris e Brainard os instaram a entrar em contato com parlamentares para expressar sua oposição a um calote da dívida, que pode ocorrer em menos de duas semanas.

Harris aproveitou a conferência para manter o foco na iminência do calote, enquanto o presidente Joe Biden passa os próximos dias no Japão para reunião de cúpula do Grupo dos Sete de líderes mundiais (G7).

"Um calote da dívida pode desencadear uma recessão", disse a vice-presidente.

Os negociadores da Casa Branca e os republicanos do Congresso reuniram-se novamente no Capitólio para discutir a busca de um terreno comum para levantar o teto da dívida de 31,4 trilhões de dólares. Eles planejam se reunir novamente na sexta-feira, disse uma autoridade da Casa Branca.

O líder da maioria no Senado dos EUA, Chuck Schumer, disse que seus colegas devem estar prontos para retornar a Washington com 24 horas de antecedência de seu recesso na próxima semana, caso sejam necessários para uma votação.

O senador democrata disse que está "satisfeito que o outro lado tenha reconhecido que o melhor caminho a seguir é uma legislação bipartidária que pode garantir votos suficientes para passar pela Câmara (dos Representantes) e pelo Senado".

Diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Brainard disse que a equipe de negociação de Biden foi instruída a não concordar com nenhuma proposta republicana de levantar o teto da dívida que retire a assistência médica dos americanos ou leve qualquer um deles à pobreza.

Os republicanos, que ameaçam deixar o governo dar calote, tentam persuadir os democratas a aceitar requisitos de trabalho mais rígidos para alguns programas de ajuda federal, assim como cortes de gastos, em troca de elevar o limite.

(Reportagem de Steve Holland e Doina Chiacu)