Southwest Airlines vai pagar US$140 mi por problemas com voos em 2022 nos EUA

Por David Shepardson

WASHINGTON (Reuters) - A companhia aérea norte-americana Southwest Airlines vai pagar penalidades que somam um recorde de 140 milhões de dólares por causa de problemas enfrentados por sua malha em 2022 que levaram a 16.900 cancelamentos de voos e que deixaram 2 milhões de passageiros em terra, disse o governo dos Estados Unidos nesta segunda-feira.

O acordo inclui uma multa em dinheiro no valor de 35 milhões de dólares e um mandato de três anos para que a Southwest forneça 90 milhões de dólares em vouchers de viagem de 75 dólares ou mais para passageiros que sofreram atrasos de pelo menos três horas para chegarem ao destino final devido a um problema ou cancelamento causado pela companhia aérea.

O programa de compensação de atrasos, que começará em abril, faz parte dos esforços agressivos do governo do presidente Joe Biden para ser duro com as companhias aéreas. Os vouchers serão concedidos "mediante solicitação", disse a Southwest.

"Se as companhias aéreas falharem com seus passageiros, usaremos toda a extensão de nossa autoridade para responsabilizá-las", disse o secretário de Transportes, Pete Buttigieg.

A enorme tempestade no inverno de 2022 e o caos subsequente geraram histórias de terror: pessoas que perderam funerais ou viagens de férias há muito esperadas, passageiros com voos cancelados forçados a fazer viagens de 17 horas ou mais pelo país e alguns pacientes com câncer que não puderam receber tratamento. Um executivo da empresa disse sem rodeios a parlamentares irritados: "Fizemos besteira."

A Southwest, que pagou mais de 600 milhões de dólares aos passageiros afetados pela tempestade que lhe custou mais de 1 bilhão de dólares, fez no último ano atualizações significativas de tecnologia e atendimento ao consumidor e outros investimentos, incluindo mais equipamentos de degelo em toda a sua rede, novos funcionários e softwares e uso de inteligência artificial para prever o estado de operação da malha.

"Estamos absolutamente preparados para o inverno", disse o presidente-executivo da Southwest, Bob Jordan, em uma entrevista à Reuters nesta segunda-feira.

"Foi uma tempestade histórica que levou a uma semana histórica de interrupção operacional", disse Jordan. Uma interrupção dessa magnitude "não voltará a acontecer".

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O Departamento de Transportes constatou que a Southwest violou as leis de proteção ao consumidor ao não fornecer assistência adequada de atendimento aos clientes, além de não fornecer notificações imediatas sobre os status de voo de mais de 1 milhão de passageiros e reembolsos imediatos a milhares de clientes.

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