Ibovespa busca firmar alta com Petrobras e bancos em meio a dados dos EUA; Vale pesa

(Texto reescrito com mais informações e cotações atualizadas)

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa buscava firmar o sinal positivo nesta sexta-feira, após perder momentaneamente o patamar dos 131 mil pontos, apoiado principalmente na alta de Petrobras e bancos, enquanto agentes financeiros analisavam dados mais fortes do que o esperado sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Às 11:35, o Ibovespa subia 0,32 %, a 131.650,25 pontos, com o fôlego atenuado pelo declínio das ações da Vale. Na máxima, chegou a 131.728,95 pontos. Na mínima, a 130.578,83 pontos. O volume financeiro somava 5,6 bilhões de reais.

Com tal desempenho, o Ibovespa caminha para fechar a primeira semana do ano no vermelho, com declínio acumulado de 1,9% até o momento. Dados da B3, contudo, mostram saldo positivo de capital externo no acumulado dos dois primeiros pregões do ano, de 771 milhões de reais, com forte entrada no dia 3.

Nesta sexta-feira, nos EUA, o Departamento de Trabalho divulgou que foram criadas 216 mil vagas de emprego fora do setor agrícola em dezembro, bem acima da previsão de 170 mil postos em pesquisa da Reuters. A taxa de desemprego ficou em 3,7%, abaixo da projeção no mercado de 3,8%.

Para o economista-chefe da Nomad, Danilo Igliori, os dados de emprego de dezembro mostram que o mercado de trabalho continua apertado e devem provocar dúvidas sobre os ajustes na política monetária norte-americana após as ponderações apresentadas na ata referente à última reunião do Fomc de 2023.

"A mensagem é que diminui a probabilidade de um corte de juros já no primeiro trimestre", analisou Igliori, acrescentando que a ansiedade para conhecer os próximos indicadores de inflação crescerá bastante após as revelações desta primeira semana de 2024.

No exterior, os principais índices acionários norte-americanos tinha variações modestas, mas com sinal positivo, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano avançavam. Após os dados de emprego, operadores passaram a ver 55% de chance de o Federal Reserve reduzir o juro em março, contra 65% antes.

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"O principal tema que alimenta discussões no mercado atualmente é de quando se dará o início de cortes dos juros pelo Federal Reserve", afirmou a equipe da corretora Commcor, acrescentando que dados mais fortes diminuem as chances de que o banco central dos EUA opte por um corte no curto prazo.

No Brasil, a sessão contava com uma agenda pesada de divulgações, incluindo expansão acima do esperado na produção industrial em novembro, bem como expansão do percentual da dívida pública bruta em relação ao PIB, com o setor público registrando déficit primário maior do que as previsões.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN avançava 0,70%, a 38,90 reais, em sessão positiva para os preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent registrava acréscimo de 1,5%. PETROBRAS ON valorizava-se 1,05%, a 40,46 reais.

- ITAÚ UNIBANCO PN ganhava 0,97%, a 33,25 reais, enquanto BRADESCO PN subia 1,57%, a 16,78 reais, reforçando a recuperação do Ibovespa após o índice recuar abaixo dos 131 mil pontos no pior momento da sessão.

- REDE D'OR ON subia 2,83%, a 28,01 reais, e HAPVIDA ON subia 2,68%, a 4,22 reais, após o JPMorgan reiterar recomendação "overweight" para ambos os papéis e elevando seus preços-alvo a 40 reais (de 37 reais antes) e 6,50 reais (de 5,50 reais antes), respectivamente.

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- VALE ON caía 1,40%, a 74,56 reais, diante da queda dos futuros do minério de ferro no exterior, com o contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange, da China, encerrando o dia em baixa de 1,38%. No setor de mineração e siderurgia, CSN ON perdia 0,83%, USIMINAS PNA declinava 0,56% e GERDAU PN cedia 0,56%.

- GPA ON recuava 3,37%, a 4,30 reais, após começar o ano com desempenho mais robusto. No radar, está assembleia geral extraordinária do varejista de alimentos no próximo dia 11 para decidir sobre aumento do limite de capital visando uma potencial oferta de ações, bem como mudança no conselho de administração.

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