Bostic, do Fed, diz que permanece viés por política monetária rígida

ATLANTA, Geórgia (Reuters) - O presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, disse nesta segunda-feira que, com a inflação ainda acima da meta de 2% do banco central dos Estados Unidos, sua tendência é defender que a política monetária permaneça rígida, embora os riscos gerais da economia norte-americana tenham se tornado equilibrados considerando os riscos representados pelo aumento de preços e os representados pelo crescimento mais lento do emprego.

"Tenho um viés natural para que seja mais rígida", disse Bostic. "Quero ter certeza de que estamos realmente lá" em termos de retorno da inflação à meta de 2% do Fed, antes de começar a cortar os juros.

Os comentários contrariam as expectativas do mercado de cortes na taxa básica a partir de março.

Bostic repetiu sua opinião anterior de que prevê reduções na taxa básica ainda este ano, com dois cortes de 0,25 ponto percentual provavelmente necessários até o final de 2024, com o primeiro corte em algum momento no terceiro trimestre.

No entanto, ele também minimizou o risco de qualquer necessidade iminente de começar a reduzir os juros a fim de manter uma economia que ainda parece ter seu próprio impulso.

A ata da reunião do Fed de 12 e 13 de dezembro indicaram que alguns formuladores de política monetária achavam que o banco central poderia estar se aproximando de um ponto em que um maior progresso no controle do ritmo de aumento dos preços só poderia ocorrer às custas de um aumento acentuado do desemprego.

"Não acho que este seja o ponto em que estamos hoje", disse Bostic.

Mas ele também acha que "o risco dessa possibilidade definitivamente aumentou" e disse que está tentando observar cada vez mais de perto os sinais de que a força do mercado de trabalho está diminuindo.

"Temos que ser sensíveis ao ritmo da mudança", disse Bostic, que está concentrando suas conversas com os líderes empresariais em questões como se algum deles está planejando demissões em massa.

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"Não estamos vendo isso agora", disse ele.

(Por Howard Schneider)

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