Petróleo e China mantêm cautela entre investidores; Bolsa e dólar caem


A preocupação com o preço do petróleo segue no centro da atenções e define o tom negativo observado nos mercados no início da tarde. O preço da commodity, que ameaçou uma recuperação na manhã, voltou a ceder, provocando a queda das bolsas, no Brasil e no exterior. As dúvidas quanto ao efetivo grau de desaceleração da China também explicam a persistente cautela dos investidores.

O Ibovespa, que mais uma vez tentou melhorar seu desempenho nas primeiras horas do pregão, não resistiu e caiu para baixo dos 39 mil pontos.

O dólar mostrou forte instabilidade, oscilando entre os terrenos positivo e negativo. Mas o destaque nesse segmento é o baixo volume negócios no mercado futuro, o que é um sinal de falta de disposição de agentes assumirem novas posições, diante das dúvidas sobre o cenário doméstico e internacional.



Bolsa

O Ibovespa repete, hoje, o comportamento visto durante toda essa semana: uma manhã mais leve, com alta, e uma virada no começo da tarde, normalmente após a abertura de Nova York. Perto das 14 horas, contudo, o índice da Bolsa paulista operava perto da estabilidade, com baixa de 0,12%, aos 38.899 pontos.

Os investidores acompanham as flutuações nos preços do petróleo e de outras commodities, como minério de ferro. Ações ligadas a commodities têm um dia de muita volatilidade, com investidores buscando o preço justo em meio à extrema volatilidade das matérias-primas. Vale ON tinha valorização de 5,56%, Vale PNA ganhava 4,26%, e Petrobras PN subia 3,98.

As ações da Rumo Logística despencam e lideram as baixas do Ibovespa. A queda era de 25,23%. Ontem, os papéis da Rumo responderam pela maior queda, com desvalorização de 15,7%. Segundo analistas, a forte retração está relacionada à capitalização planejada pela empresa para o primeiro trimestre, ao preço de R$ 6,05 por ação. Como os papéis da empresa vêm caindo abaixo desse patamar, "é de se imaginar que ninguém vai entrar na oferta", comentou um analista que acompanha a empresa.



Câmbio

O dólar mostra volatilidade e já operou entre quedas e altas nesta quinta-feira. Perto das 14 horas, o dólar comercial recuava 0,17%, saindo a R$ 4,0028. O contrato de fevereiro marcava R$ 4,0165, decréscimo de 0,46%.

O vaivém das cotações, segundo operadores, deve-se a movimento semelhante no exterior, algo potencializado pela reduzida liquidez no mercado doméstico.

Ontem, o dólar chegou a cair 1,81% na mínima do dia, por pouco não ficando abaixo de R$ 3,97. Mas a moeda ganhou força na parte da tarde, quando a liquidez normalmente é menor. A deterioração do cenário externo, com forte queda das bolsas de valores nos Estados Unidos, também alimentou a demanda compradora de dólares.
Juros


As taxas de juros sobem na BM&F nesta quinta-feira, sobretudo nos vencimentos longos, mais sensíveis à percepção de risco no exterior. Apesar da alta do petróleo e da bolsa chinesa, outros mercados acionários operam em firme baixa, enquanto o dólar ganha força ante divisas emergentes e a volatilidade aumenta.

Do lado brasileiro, analistas seguem mostrando ceticismo com a disposição do governo em promover um ajuste fiscal crível, em meio à leitura de que caiu o apelo pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff - o que é negativo para os mercados.

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, insiste que o governo não oferecerá novos estímulos fiscais para reativar a economia além dos que já estão em voga. Matéria do Valor traz que a Fazenda trabalha na definição de linhas de crédito dos bancos públicos para setores específicos da economia, aproveitando recursos que eles receberam do Tesouro Nacional no pagamento das "pedaladas fiscais".

Ao redor de 14 horas, o DI janeiro de 2021 subia a 16,420% ao ano, ante 16,290% no ajuste da véspera. O DI janeiro de 2018 indicava 16,230%, frente a 16,140% no último ajuste.

Entre os vértices mais curtos, o DI janeiro de 2017 - que reflete as apostas para variações da Selic ao longo de 2016 - ia a 15,510%, contra 15,465% no ajuste anterior.


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