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Dólar fecha em queda com expectativas de medidas no Japão e petróleo


O dólar fechou em queda frente ao real, refletindo o movimento de menor aversão a risco no exterior diante da expectativa de mais estímulos monetários, principalmente por parte do Banco do Japão, e da alta do preço do petróleo.

O dólar comercial caiu 0,82%, encerrando a R$ 4,0694, enquanto o contrato futuro para fevereiro recuava 0,79% para R$ 4,072. Já o euro caía 0,65% para R$ 4,4074.

O movimento do real acompanhou a recuperação das moedas emergentes frente à moeda americana. Investidores aguardam a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), prevista para amanhã. A expectativa do mercado é de manutenção da taxa básica de juros.

Lá fora, a moeda americana caía 0,83% frente ao dólar australiano, 0,47% diante da lira turca e 0,84% em relação ao rand sul-africano.

No mercado interno, o Banco Central divulgou hoje os dados do setor externo. O Brasil encerrou 2015 com um déficit em conta corrente de US$ 58,942 bilhões, o menor em 5 anos, equivalente a 3,2% do PIB.

Os dados mostram que as contas externas já refletem a depreciação do câmbio no ano passado, que pode já estar próximo do nível de equilíbrio.

Para a analista de contas externas da Tendências Consultoria, Gabriela Szini, a expectativa é de que o déficit em conta corrente recue para 2,9% do PIB neste ano, somando US$ 44,2 bilhões, refletindo ainda o efeito da desvalorização cambial e retração da economia, que deve reduzir as importações e a remessa de lucro e dividendos.

Embora a consultoria espere que esse déficit continue sendo integralmente financiado pelos investimentos diretos no país (IDP), a Tendências vê uma continuidade da queda das entradas para portfólio, que recuaram 55% em 2015, somando entrada líquida de US$ 18,5 bilhões.

Em janeiro, até o dia 22, o investimento em carteira registrava saldo líquido negativo de US$ 269 milhões, com saída líquida de US$ 1,094 bilhão da renda fixa.

Já o fluxo cambial estava positivo em US$ 1,809 bilhão em janeiro no período.

No geral, a queda do déficit em conta corrente e redução dos gastos e envio de remessas para o exterior ajudam a diminuir a pressão de alta do dólar, mas há outras incertezas no mercado local que podem levar a desvalorização maior do câmbio.

O BC segue com a rolagem do lote de US$ 10,431 bilhões em swaps cambiais que vence em fevereiro e renovou hoje mais 11.600 contratos.


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