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Brasileiro não quer imposto, nem o temporário, diz pesquisa

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Pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ao Ipsos Public Affairs mostra que a maioria dos entrevistados prefere que o governo corte gastos em vez de elevar impostos a fim de equilibrar o orçamento público.

A pesquisa, que teve respostas estimuladas (em que uma lista é apresentada para que os entrevistados escolham as alternativas) indica que a rejeição ao aumento de tributos é grande - mesmo que essa alta seja temporária.

Questionados a respeito do melhor caminho para equilibrar o orçamento entre duas alternativas - aumentar impostos para arrecadar mais ou cortar gastos para reduzir as despesas - 88% dos entrevistados escolheram a segunda opção.

Depois, perguntados se confiavam que um eventual aumento de impostos seria temporário, 84% disseram não confiar nessa possibilidade.

A pesquisa "Percepção Sobre as Contas Públicas Brasileiras" entrevistou 1.200 pessoas em todo o país.

Corte de salários do governo

Ao serem apresentados a uma lista com 12 opções de redução de gastos, 24% mencionaram como primeira opção congelar os salários dos funcionários do governo federal e 18% reduzir a quantidade de cargos comissionados. A não contratação de novos funcionários pelo governo federal recebeu 11% das respostas.

Aumentar a idade mínima para a Previdência Social foi citado como primeira opção por 3% dos entrevistados. Somaram 7% das preferências as opções relacionadas à redução de auxílios sociais, como diminuir o tamanho do Bolsa Família (3%), do programa Minha Casa Minha Vida (2%) e do financiamento estudantil Fies (2%).

Brasileiro trabalha 4,5 meses só para pagar impostos

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