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Número de novos alunos na graduação cai 6,1% em 2015

O número de novos estudantes de graduação no Brasil perdeu fôlego em 2015, depois de dois anos de expansão, tanto na rede pública quanto na particular. Além disso, houve crescimento menor de matrículas em todos os graus acadêmicos: cursos de bacharelado, licenciatura e tecnólogos.

No ano passado, 2,9 milhões de alunos entraram em cursos de graduação, ante 3,1 milhões em 2014, o que equivale a queda de 6,1%. Os dados são das notas estatísticas do Censo da Educação Superior 2015, divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Nas instituições públicas, a chegada de novos alunos encolheu em 2,6%; na privada, a baixa foi de 6,9%. Para a grande maioria dos novos alunos, 81,7%, a porta de entrada para a graduação foram as instituições particulares. Dos 2,9 milhões de ingressantes, 2,3 milhões matricularam-se no setor privado. Do total de novos alunos do ensino superior em 2015, 2,2 milhões matricularam-se em cursos presenciais e 694 mil em cursos de graduação à distância. Dos novos alunos de 2015, 534 mil entraram para o ensino público; destes, a maioria, (336 mil novos alunos) foram para instituições federais.

Apesar do crescimento mais fraco no número de novas matrículas, o total de alunos matriculados na graduação em 2015 continuou a aumentar e somou mais de 8 milhões, alta de 2,5% sobre 2014. A maior parte dos matriculados na graduação brasileira estava em cursos de bacharelado, que respondiam por 5,5 milhões de matrículas, ante 5,3 milhões em 2014.

O número de alunos que concluíram os cursos de graduação em 2015 aumentou: chegaram a 1,150 milhão, ante 1,027 milhão em 2014 e 730 mil em 2005.

Os dados mostram que o país aumentou em ritmo bem mais forte o número de estudantes interessados em ser bacharéis do que professores. Entre 2005 e 2015, o número matriculados em cursos de bacharelado no Brasil aumentou de 3 milhões para 5,5 milhões, alta de 83%. No mesmo período, o número de matriculados em cursos de licenciatura passou de 970 mil para 1,4 milhão, aumento de 44%.

Já as matrículas totais dos cursos tecnológos de graduação, com duração de dois anos, subiu de 237 mil para pouco mais de 1 milhão, um aumento de 322%.

Os cursos de bacharelado continuam concentrando a maioria dos ingressantes da educação superior (63,5%), seguidos pelos cursos de licenciatura (18,1%), e de tecnólogos (17,7%).

Ensino à distância

A última década marcou a forte expansão no número alunos que cursam a graduação por meio de ensino à distância. Do total de 1.393.752 de alunos matriculados em cursos de ensino à distância em 2015, 1.265.359 eram de instituições privadas. Número 20 vezes maior do que era dez anos antes, em 2005, quando a rede particular tinha só 60.127 alunos matriculados nesta modalidade de curso.

Houve aumento, embora mais modesto, também na rede pública: em instituições federais, o número de alunos de graduação à distância subiu de 15.740 para 81.463 no período.

A oferta de cursos à distância também deu um salto na década. O número de cursos de graduação à distância aumentou de 189 em 2005 para 1.473 em 2015, crescimento de 679%.

No mesmo período, o número de cursos de graduação presenciais no Brasil aumentou de 20.407 para 32.028.

Dos 2,9 milhões de novos alunos que entraram para cursos de graduação em 2015, 694 mil o fizeram por cursos à distância. Destes, a maior parte por instituições particulares: 664 mil.

De acordo com o Inep, o perfil predominante dos alunos do ensino à distância é de mulheres em cursos de licenciatura. Além disso, a idade mais frequente dos matriculados nos cursos à distância é 33, mais velhos que os 21 anos dos alunos da graduação presencial.

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