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Juros sobem com alta do dólar e preocupação com eleição americana

As taxas dos contratos futuros de juros subiram na BM&F nesta terça-feira, refletindo a alta do dólar e o aumento da aversão a ativos de risco no exterior diante de preocupações com a eleição presidencial americana.

O DI para janeiro de 2018 subiu de 12,21% para 12,24% no encerramento do pregão regular, enquanto o DI para janeiro de 2019 avançou de 11,51% para 11,59%. O DI para janeiro de 2021 passou de 11,30% para 11,42%, acompanhando a alta das taxas dos Treasuries, na véspera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed).

Uma pesquisa do Washington Post-ABC News indicou Hillary Clinton e Donald Trump praticamente empatados, com uma medida do grau de entusiasmo dos eleitores de Hillary ficando bem abaixo da de Trump. A notícia ampliou a demanda por ativos considerados mais seguros e provocou um movimento de venda de ativos emergentes.

A incerteza sobre a continuidade do que o Banco Central vem chamando de "interregno benigno", para se referir à condição de alta liquidez no cenário externo que tem beneficiado os ativos emergentes, é um dos elementos observados pelos economistas que podem levar a instituição a manter a cautela neste início de ciclo de afrouxamento monetário.

"Acho que é uma volatilidade mais pontual. O cenário-base ainda é de um câmbio apreciado, com a perspectiva para a política do Federal Reserve já bastante refletida nos preços dos ativos", afirma Solange Srour, economista-chefe da Arx Investimentos. Ela acredita que o Fed deve manter a taxa básica de juros estável nos Estados Unidos amanhã e reafirmar que está próxima de subir os juros novamente, mas deve deixar claro que o ajuste vai ser gradual.

Hoje o BC emitiu um comunicado para reforçar que a comunicação sobre política monetária será feita, primordialmente, por meios oficiais nas atas das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), nos Relatórios Trimestrais de Inflação ou em discursos e entrevistas dos membros do Copom.

O BC reforçou no comunicado que a estratégia de comunicação objetiva aumentar o entendimento sobre as futuras ações e não necessariamente reagir a movimentos de alta frequência nos mercados de ativos.

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