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Juros futuros longos sobem na semana com incertezas no mercado

As taxas de juros de longo prazo recuaram nesta sexta-feira, mas chegaram ao fim do pregão regular longe das mínimas do dia, numa evidência da incerteza que ainda paira sobre o mercado. Na semana, as taxas de vencimentos mais longos tiveram a maior alta desde dezembro.


O ajuste de baixa decorreu de alguma acomodação na percepção de risco doméstica, depois do estresse de ontem por causa dos temores sobre a Reforma da Previdência.


Porém, a incerteza com o ajuste fiscal continuou como tema nas mesas de operação. Embora com ressalvas, profissionais chamaram atenção para a piora do resultado primário a ser perseguido pelo governo em 2018. O déficit previsto foi elevado de R$ 79 bilhões para R$ 129 bilhões. "Não acho que isso altera o encaminhamento da Reforma da Previdência, mas é mais um número ruim em meio a uma semana de notícias ruins", diz um gestor.


Tanto o DI janeiro de 2023 quanto o janeiro de 2025 acumulam alta semanal de 7 pontos-base. Mesmo não sendo um número expressivo, é a maior alta desde a semana finda em 16 de dezembro. O DI janeiro de 2021 acumula alta de 4 pontos, também a mais forte desde dezembro.


O dia contou com o IPCA de março, que não chegou a provocar ajustes mais intensos na curva de juros. O índice desacelerou a alta para 0,25% em março, contra 0,33% em fevereiro. Analistas consultados pelo Valor Data projetavam, em média, taxa de 0,26%.


Apesar do aumento de ruídos fiscais e políticos, a percepção dos agentes é que o Banco Central segue com espaço para intensificar o ritmo de cortes da Selic. O Bradesco revisou para corte de 1 ponto percentual a expectativa para as reuniões do Copom de abril e maio. O Banco espera meta Selic de 8,5% em 2017 e 2018, prognóstico inalterado.


"O sinal verde para essa aceleração da flexibilização da política monetária neste momento vem essencialmente da inflação e do cenário externo", diz a casa em nota, na qual chama atenção para a evolução "moderada" da atividade econômica como elemento a amparar um processo desinflacionário "mais disseminado e persistente".


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro de 2018 caía a 9,775% (9,805% no ajuste anterior). Na mínima, bateu 9,750%.


O DI janeiro de 2019 cedia a 9,500% (9,550% no último ajuste), após mínima de 9,450%.


O DI janeiro de 2021 recuava a 9,940%, de 10,00% no ajuste de ontem e piso hoje de 9,860%.

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