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Dólar cai pelo 6º dia com fluxo estrangeiro e vai a R$ 3,09

As vendas de dólares continuaram a dominar o mercado brasileiro nesta terça-feira, com a moeda em queda pelo sexto dia consecutivo, série mais longa desde dezembro. Profissionais notaram mais uma vez fluxo estrangeiro a favor do real, num indicativo de que o movimento foi novamente influenciado pela leitura melhor para ativos de risco em geral.


Na mínima, a cotação bateu R$ 3,0878, deixando para trás mais um suporte (R$ 3,0897) e agora de olho nas mínimas de 5 de abril (R$ 3,0830), 21 de março (R$ 3,0603) e 16 de fevereiro (R$ 3,0416).


No fechamento das operações interbancárias, o dólar caiu 0,36%, a R$ 3,0954 - menor patamar desde 21 de março (R$ 3,0896).


No mercado futuro, o dólar para junho cedia 0,45%, a R$ 3,1110, após tocar R$ 3,1000.


Para alguns analistas, a "tempestade perfeita" contra o dólar aumenta a probabilidade de a taxa testar os R$ 3 no curto prazo, movimento que proporcionaria conforto extra para o Banco Central intensificar o ritmo de corte dos juros.


Na mais recente pesquisa Focus do BC, a mediana das expectativas para o dólar no fim do trimestre está em R$ 3,16, mesma taxa do fim de março. Para o fim do ano, se encontra em R$ 3,25, também a mesma cotação do fim do primeiro trimestre. A taxa mínima prevista é de R$ 2,95 para o fim de junho e de R$ 2,90 para o fim do ano. Essas estimativas subiram no fim da semana passada - estavam em R$ 2,90 e R$ 2,75, respectivamente -, após alta do dólar ao longo de abril e de parte de maio.


Em seis pregões, a moeda acumula perda de 3,16%. A desvalorização nesse período é a mais intensa desde os seis pregões findos em 26 de dezembro, quando a cotação caiu 3,38%. Apenas entre 5 de dezembro e 13 de dezembro o dólar caiu por mais dias - sete no total -, acumulando recuo de 4,22%.


A série de baixas após um mês de abril de firme alta é fruto de uma combinação de fatores internos e externos. Aqui, o mercado elevou a confiança de que o governo conseguirá aprovar as reformas fiscais, após nos dois meses anteriores o ceticismo sobre esse tema ter crescido. E mesmo a trajetória declinante da moeda não impediu que o BC sinalizasse ontem rolagem integral do lote de US$ 4,435 bilhões em swaps cambiais que expiram em 1º de junho - segundo mês seguido em que a rolagem deverá ser total. Com a expectativa de manutenção de liquidez, a taxa de câmbio tem espaço para absorver o bom humor que predomina para mercados emergentes.


Em âmbito externo, o dólar entrou em espiral de baixa frente a várias divisas, em meio a mais dúvidas sobre a capacidade de Donald Trump de avançar com sua agenda econômica - cujas propostas iniciais ajudariam a dar fôlego a moeda americana. A recuperação das commodities após "sell-off" temporário neste mês e a consolidação da busca por "yield" em todo o mundo - diante da queda de várias medidas de volatilidade - completam o cenário negativo para a moeda americana - e benigno para divisas emergentes.


Uma cesta de moedas emergentes alcançou hoje o maior patamar desde 24 de março, flertando com picos em nove meses.



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