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Cracolândia: Alckmin e Doria são chamados de "fascistas e higienistas"

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital paulista, João Doria, ambos do PSDB, tiveram de se retirar às pressas da região da Cracolândia, nesta quarta-feira (24). Os tucanos anunciariam um programa habitacional no centro da capital e tiveram seus discursos interrompidos por gritos de "higienista" e "fascista".


A confusão ocorre três dias após operação policial coordenada pelas administrações estadual e municipal para prender traficantes e dispersar usuários de drogas que viviam na localidade.


O evento previa discursos de Alckmin e Doria seguidos de uma entrevista coletiva. Acontecia debaixo de uma tenda, em lugar aberto, em um estacionamento da Guarda Civil Metropolitana (GCM), com forte esquema de segurança, incluindo a cavalaria da Polícia Militar.


Desde o início da fala de Doria, um grupo de pessoas se instalou próximo ao palco das autoridades e passou a dizer palavras de ordem. Em fala rápida, o prefeito rebateu: "Quero dizer à turma do grito que não é com grito que vamos resolver a questão da democracia. A Prefeitura e governo farão o necessário para atender as pessoas na habitação, no acolhimento e também na proteção."


Correligionários de Alckmin e Doria tentaram abafar os protestos com aplausos aos políticos e gritos de "Geraldo". A seu tempo, Alckmin fez um discurso relâmpago, citando números de apartamentos que serão construídos na região e de famílias beneficiadas e ignorando as manifestações. "É emprego na construção civil e casa para quem precisa de casa."


O mestre de cerimônias do governo estadual chegou a anunciar que Alckmin e Doria falariam à imprensa, mas isso não ocorreu. Os dois saíram às pressas, escoltados, e deixaram a região de carro em alta velocidade. Eles agendaram entrevista na sede da Prefeitura para o meio-dia.


Na terça-feira (23), Doria também estava na região, que tem clima tenso desde a operação, no fim de semana. No momento da visita do prefeito, houve um desabamento causado por retroescavadeiras que faziam a limpeza de um terreno. Moradores ficaram feridos. Doria, na ocasião, também deixou a região.

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