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Ibovespa cai com baixa de commodities, mas JBS dispara após leniência

O Ibovespa opera em queda no último dia do mês de maio. O recuo das duas principais ações da bolsa, Vale e Petrobras, coloca o índice no terreno negativo. Ações da JBS, no entanto, sobem mais de 7%. A baixa do mercado de ações também é justificada pelas continuidade das incertezas políticas e pelo ajuste de carteiras.


No começo da tarde, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, por unanimidade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que determina a realização de nova eleição direta para presidente e vice-presidente da República na hipótese de os cargos ficarem vagos nos três primeiros anos do mandato presidencial. "A decisão mostra que talvez Temer não tenho o apoio necessário para continuar no cargo. É difícil traçar algum planejamento. O que interessa para o mercado é a aprovação das reformas estruturais", diz Ari Santos, gerente de mesa Bovespa da H.Commor DTVM.


Além dessa notícia política que não agradou os investidores, a queda da bolsa também ocorre por um ajuste de carteiras. Muitos fundos de investimento aproveitam o último dia do mês para realizar lucros ou readequar o portfólio para o mês seguinte.


Hoje também ocorre o rebalanceamento semestral do índice MSCI Brazil. O índice é usado como referência por diversos fundos de investimento. A carteira contém praticamente as mesmas ações do Ibovespa e é cotada em dólar para facilitar a comparação com as demais bolsas globais. Na revisão, saíram as units da AES Tietê e entraram as units da Taesa. A nova carteira passa a vigorar a partir de amanhã. "É possível que o volume de negócios aumente até o final do dia por conta desses movimentos de ajuste", diz Santos.


Às 16h30, o Ibovespa operava com baixa de 1,83% aos 62.790 pontos.


As ações da Vale caíam, seguindo a desvalorização de 2,5% no preço do minério de ferro, em Qingdao, na China, para US$ 57,02 a tonelada. As ações PNA recuavam 5,14% e os papéis ordinários tinham baixa de 5,63%.


As ações da Petrobras também recuam, acompanhando a queda do preço do petróleo no mercado internacional. Os contratos tipo WTI recuavam 2,64% a US$ 48,36 o barril. As ações preferenciais tinham baixa de 2,69% e os papéis ordinários recuavam 3,46%.


As ações do sistema financeiro também operavam em baixa, com destaque para os papéis ordinários do Bradesco, que recuavam 1,46%.


As ações do BTG Pactual operam em queda de 6,23%. A baixa das ações ocorre devido à notícia de que o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, está incluindo acusações de corrupção contra o banco em uma proposta de delação premiada.


JBS


Na ponta oposta, a maior alta do dia estava com as ações da JBS, que subiam 8,24%. A J&F, holding da JBS, fez um acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF) no valor de R$ 10,3 bilhões com prazo de 25 anos. A punição apenas para a holding controladora agradou os investidores.


Os profissionais do mercado financeiro também aguardam para o começo da noite a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) sobre a taxa básica de juros. A expectativa é de redução de um ponto percentual. Se for assim, os juros cairão para 10,25% ao ano. Se for assim, as ações ligadas ao consumo podem ter um desempenho mais positivo a partir dos próximos pregões.



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