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Em dia de poucos negócios, dólar sobe e Ibovespa recua 1%

Os mercados financeiros nacionais têm um pregão de poucos negócios, nesta sexta-feira pós-feriado de Corpus Christi. A proximidade do fim de semana e o cenário político conturbado estimulam a cautela dos investidores, que se reflete no dólar em alta e no Ibovespa em baixa.




Câmbio




O dólar comercial operou em alta durante boa parte da manhã, evitando acompanhar a dinâmica internacional, de queda da moeda americana. O mercado faz ajustes após o feriado de ontem, quando o dólar ganhou terreno em relação às principais divisas. De todo modo, a cotação segue oscilando ao redor de um patamar que é considerado "justo" por agentes, levemente abaixo dos R$ 3,30, a despeito de todo o desconforto com o cenário político.


Às 13h13, o dólar subia 0,33% para R$ 3,2912. Na máxima, alcançou R$ 3,2965 e, na mínima, tocou os R$ 3,2799.


No exterior, o dólar caía 0,44% ante o rand, perdia 0,69% na comparação com o peso mexicano e recuava 0,18% em relação à lira turca.


A preocupação com o cenário político segue inibindo posições mais arriscadas no mercado local. O foco segue voltado para a Procuradoria Geral da República (PGR), que deve encaminhar denúncia contra o presidente Michel Temer no fim do mês.




Bolsa




O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, opera em queda enquanto os investidores monitoram o desenvolvimento da crise institucional vivida pelo país e discutem os reflexos das turbulências políticas na incipiente retomada da economia.


"Os investidores estão esperando para ver se existe alguma definição do cenário político para que a economia possa voltar a andar", diz Roberto Indech, analista-chefe da corretora Rico Investimentos.


O grande temor na bolsa é que as dúvidas acerca dos rumos da administração federal atrapalhem a aprovação das reformas vistas como essenciais para a recuperação do país e prejudique a retomada que se ensaiou no começo do ano - a qual também já era tida como frágil.


Logo cedo, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), apontou para uma recuperação mais fraca da economia do que o previsto. O indicador subiu 0,28% em abril ante março, menos do que a alta de 0,41% projetada por especialistas ouvidos em pequisa do Valor Data.


O Ibovespa, principal índice do mercado acionário local, recuava 1%, para 61.301 pontos. Além das ações do setor de consumo, que caem com o temor de que a recuperação da economia demore mais para se concretizar, a Petrobras está entre as maiores perdas do índice após ter anunciado, na quarta-feira à noite, uma redução nos preços dos combustíveis. O papel preferencial da empresa perde 1,58%, a R$ 12,42, enquanto o ordinário recua 1,77%, a R$ 13,30.




Juros




Os juros futuros operaram em queda firme nesta manhã, dando sequência a um movimento que já se observou na quarta-feira e que levou as taxas aos menores níveis desde o início da crise política atual.


O DI janeiro/2021 era negociado a 10,13%, ante 10,26% na quarta-feira. DI janeiro/2019 tinha taxa de 9,07%, ante 9,20% no último pregão.


Segundo profissionais, agentes ajustam suas posições depois de terem reduzido as apostas na continuidade da queda dos juros, dada a instabilidade institucional em curso. Isso porque a inflação segue dando sinais de queda, a atividade mostra uma resposta ainda muito frágil e o câmbio parece voltar a um ponto de equilíbrio que não ameaça a estabilidade dos preços.


Para parte do mercado, os recentes dados de inflação e atividade confirmam que o espaço para corte de juros segue firme, com grandes chances de que o ritmo de um ponto ser mantido. Essa é a visão, por exemplo, do economista-chefe da Garde Asset Management, Daniel Weeks, para quem o BC pode voltar a cortar a Selic em um ponto percentual e levar a taxa até 8% no fim do ciclo, dado o comportamento do câmbio, da inflação e dos dados de atividade, favoráveis a um IPCA mais baixo.





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