Juros futuros operam em baixa com dólar mais fraco

Os juros futuros têm viés de baixa na manhã desta segunda-feira. O recuo nas taxas conta com influência da queda do dólar ante emergentes, incluindo o real, em meio a alta do preço do petróleo. Os ventos favoráveis do exterior também dizem respeito aos números mais fracos que o esperado de atividade econômica dos Estados Unidos, que limitam apostas de um aperto monetário mais duro por lá.


As atenções por aqui se voltam para a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), que pode determinar uma nova meta de inflação para 2019. O encontro do CMN ocorre na quinta-feira, e a expectativa de boa parte do mercado é de que o objetivo inflacionário seja reduzido para 4,25%.


Como aponta o Valor, os preços de ativos de renda fixa indicam que há espaço para um movimento mais ousado. E um corte mais profundo da meta de inflação aumentaria a atratividade de juros longos.


Para os vértices mais curtos, há ainda o debate entre os agentes financeiros sobre os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom) a respeito do processo de flexibilização monetária. Por ora, a curva de juros precifica chance de quase 70% de corte de 0,75 ponto percentual da Selic no encontro do colegiado em julho. A possibilidade de repetição do ritmo, com decisão por uma baixa de 1 ponto da taxa, não é descartada e a probabilidade é de pouco mais de 30%.


A conjuntura econômica continua favorável para a queda da Selic, como mostrado pelo Boletim Focus mais cedo. As projeções para a alta do IPCA em 2017 e 2018 foram revisadas para baixo, marcando agora em 3,48% e 4,30%, respectivamente. Houve revisão para baixo também nas estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos dois anos em questão, a 0,39% e 2,10%. Já a expectativa para Selic se manteve em 8,50% até o fim do ano que vem.


Às 10h23, o DI janeiro/2019 recuava a 8,960%, ante 9,000% no ajuste anterior, o DI janeiro/2018 declinava a 8,975%, ante 8,995% na mesma base de comparação. A diferença entre os dois vencimentos segue negativa, sinalizando a percepção de risco menor sobre possível um aperto monetário, que poderia ocorrer pouca da crise política.


Ainda entre vencimentos intermediários, o DI janeiro/2021 cedia a 10,180%, ante 10,210% no ajuste anterior.


O dólar estava cotado a R$ 3,3144, decréscimo de 0,72%.

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