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IGP-M cai 0,67% em junho e acumula baixa de 1,95% no 1º semestre

Pelo terceiro mês consecutivo, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou deflação, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em junho, o indicador caiu 0,67%, após recuo de 0,93% em maio e queda de 1,10% em abril. Houve baixa de preços tanto no atacado quanto ao consumidor.


A queda do sexto mês deste ano foi maior que a de 0,61% prevista por economistas consultados pelo Valor Data. O intervalo das estimativas ia de baixa de 0,40% a recuo de 0,70%. Com isso, o IGP-M teve decréscimo de 1,95% no ano e diminuição de 0,78% em 12 meses, oprimeiro resultado negativo desde janeiro de 2010, quando recuou 0,67%. Nos 12 meses até junho de 2016, o indicador acumulava alta de 12,21%.


No atacado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) cedeu 1,22% em junho, após queda de 1,56% um mês antes. Os produtos agropecuários caíram 1,63%, depois de declinarem 1,84% no mês anterior, e os produtos industriais saíram de queda de 1,45% para recuo de 1,08%. Entre os itens que puxaram a queda do IPA se destacam o minério de ferro (de -18,20% para -11,19%), o óleo diesel (4,30% para -4,02%), a cana-de-açúcar (-3,83% para -2,88%), a mandioca (-8,83% para -9,4%) e a laranja pera (-13,35% para -14,05%). Feijão (de 3,87% para 42,13%) e soja (3,25% para 1,88%) foram as principais altas.


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou deflação de 0,08% em junho, invertendo a direção tomada um mês antes, de alta de 0,29%. Das oito classes de despesa avaliadas, a principal contribuição partiu do grupo Habitação (0,80% para -0,02%), influenciado pela tarifa de eletricidade residencial (4,57% para -1,06%). Alimentação aprofundou o ritmo de queda (-0,13% para -0,50%), influenciado porhortaliças e legumes (-0,05% para -5,81%),assim comoTransportes (-0,08% para -0,36%).Saúde e Cuidados Pessoais subiram menos (0,93% para 0,42%) e Comunicação mudou de direção (0,73% para -0,17%).


Em contrapartida, Educação, Leitura e Recreação foram para o campo positivo (-0,44% para 0,31%). Tiveram altas mais marcadas Despesas Diversas (0,25% para 0,49%) e Vestuário (0,51% para 0,52%). Esses grupos sentiram o impacto dos itens passagem aérea (-14,23% para 11,65%), tarifa postal (3,41% para 4,94%) e calçados (0,01% para 0,70%), respectivamente.


Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,36% no sexto mês, ante 0,13% em maio.

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