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Eunício diz que ainda vai "tomar pulso" de parlamentares sobre meta

Presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) afirmou que ainda vai analisar com outros parlamentares a aceitação das medidas anunciadas na noite dessa terça-feira pela equipe econômica do governo.


Ele ressaltou, contudo, que foi bem visto o fato de o governo aceitar que não havia espaço para aumentar impostos. Ainda mais com os parlamentares já preocupados com os efeitos de medidas impopulares em suas pretensões eleitorais.


"Todo mundo sabe que o mundo político não defende aumento de impostos. Em ano pré-eleitoral, pior ainda. Vou conversar com meus pares e tomar o pulso. Não podemos fazer previsões daquilo que nem chegou ao Congresso", afirmou.


"Participei desse debate e disse que, entre ampliação da meta, que não é desejada pelo mundo político, ou criação de novos impostos, fico com ampliação da meta, que é menos danosa ao contribuinte. Felizmente o presidente Michel Temer absorveu essa percepção."


Para Eunício, "o governo procurou fazer a lição de casa em relação ao corte de gastos". Além de anunciar que o déficit primário de 2017 e 2018 será de R$ 159 bilhões, os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo de Oliveira (Planejamento) divulgaram medidas para corte de despesa, como redução de cargos públicos, congelamento de reajuste para comissionados, redução do salário inicial para funcionários públicos e aumento da contribuição previdenciária para servidores.


Apoio


O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o governo espera contar com sua base de apoio no Congresso para aprovar reformas e estima concluir a reforma da Previdência na Câmara na primeira quinzena de outubro.


Ele destacou que cabe aos presidentes de Câmara e Senado elaborar as respectivas pautas de votação e acrescentou que o presidente Michel Temer procura orientar pessoalmente as tratativas envolvendo parlamentares aliados e indicados políticos para cargos no governo.


"Precisamos contar com nossa base para reformas que vêm pela frente", disse o ministro, evitando considerar os deputados que votaram contrariamente ao governo como "traidores". O ministro afirmou que sempre há uma explicação dada pelos parlamentares ao justificar votos contrários ao governo, que avalia caso a caso, segundo Padilha.


Sobre as medidas anunciadas ontem, Padilha considera queo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, conduziu "magistralmente" as discussões envolvendo a revisão das metas fiscais do governo ano a ano.


Padilha discordou que tenha havido durante esse processo um desgaste de Meirelles, definido por Padilha, um dos principais auxiliares de Temer, como "o condutor da política econômica do governo" e afirmou ainda que a definição a que chegou o governo reflete uma visão de transparência ao admitir a elevação de déficit primário.


"Ninguém sofreu desgaste", disse Padilha ao ser questionado. "Quem é que contava com a inflação que tivemos? Essa inflação impacta diretamente a arrecadação. Tivemos uma queda de arrecadação muito grande. E o ministro Meirelles teve sensibilidade para conduzir esses processo", completou o ministro.


Ele admitiu que a redução inflacionária verificada pode ser um mau indicador da situação econômica do país.


Padilha também rejeitou a perspectiva de que o governo busca uma margem para elevar gastos ao propor um déficit maior em suas projeções, por exemplo com liberação de emendas a parlamentares. "Não há folga, estamos trabalhando no limite", disse. "Foram vários dias para ver quais cortes poderíamos fazer nas despesas e quais receitas extraordinárias com que poderíamos contar", completou.

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