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Dólar soma alta de quase 1% em agosto

O dólar terminou em queda na última sessão de agosto, ligeiramente abaixo do nível de R$ 3,15. Apesar do ajuste diário, a divisa americana acumulou alta de quase 1% ante o real no mês, evidenciando o fraco desempenho do câmbio brasileiro em comparação com os pares emergentes. O período foi marcado por incertezas em torno da agenda de reformas do governo, mas as preocupações em torno das proposta de ajuste econômico parecem ter sido atenuadas. Com isso, um sentimento menos pessimista pode ser colocado à prova nas próximas


Ao longo de setembro, o câmbio deve voltar a embutir expectativas em torno das rolagens de contratos de swap cambial tradicional do Banco Central. No começo de outubro, está previsto vencimento de US$ 9,975 bilhões nesses papéis. "Não vejo cenário para rolagem integral, porque os riscos estão mais controlados. Mesmo com a iminência de uma nova denúncia da PGR contra Temer, o mercado está tranquilo", diz o operador Cleber Alessie Machado Neto, da H.Commcor.


No começo do ano, o Banco Central promoveu a rolagem parcial dos contratos que venceriam em março e abril. A estratégia foi alterada a partir do lote de maio quando a autoridade monetária passou a postergar os prazos de todos os contratos. No estouro da crise política, há três meses e meio, foi a vez de assumir uma posição extraordinária. Para prover proteção aos investidores, quando o nervosismo dominava os negócios, foram colocados US$ 10 bilhões em swap cambial em maio - maior alocação desde agosto de 2013.


Agora, a realidade é de algum avanço na agenda econômica do governo. A Taxa de Longo Prazo (TLP) está livre para ser votada no Senado e a leitura de boa parte do mercado é de que será aprovada em definitivo. Ainda assim, ainda se espera para ver algum avanço concreto da reforma da Previdência.


O ambiente externo, por ora, segue favorável para os ativos de risco. O sinal vindo dos principais bancos centrais do mundo é de gradualismo numa futura retirada de liquidez do mercado. Nos Estados Unido, é precificada chance inferior de 50% de uma nova elevação de juros só em 2017. Um teste para esse sentimento, entretanto, deve vir nesta sexta-feira com a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos. O documento é um dos principais balizadores da política monetário dos Federal Reserve.


Nesta quinta-feira, o dólar comercial recuou 0,37%, cotado a R$ 3,1483. Em agosto, entretanto, a alta foi de 0,97% ante o real, enquanto boa parte dos principais emergentes (rublo russo, lira turca e rand sul-africano) se valorizaram.


Por volta das 17h15, o contrato futuro para outubro recuava 0,38%, a R$ 3,1615.

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