Dólar desacelera queda, mas se mantém abaixo de R$ 3,10

A queda do dólar perde fôlego no início da tarde desta sexta-feira (8). Ainda assim, o câmbio doméstico mostra um desempenho diário mais positivo em comparação com os pares emergentes.


No Brasil, prevalecem os ajustes à queda global da divisa americana na véspera, quando os mercados locais estavam fechados. Também entram na conta dos investidores o cenário eleitoral do ano que vem e as perspectivas para o avanço da agenda de reformas.


Hoje, repercute nas mesas de operação as informações oferecidas pelo ex-ministro Antonio Palocci que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em suspeitas de corrupção do petista. Com o possível prejuízo à imagem de Lula, os investidores começam a vislumbrar um cenário eleitoral em 2018 menos intenso, diz o economista-chefe da Infinity, Jason Vieira. Com isso, observa-se também "a possibilidade de um avanço de um candidato com viés reformista, ou seja, avançando as pautas até agora implantadas".


A busca por ativos domésticos já ganhava suporte nos últimos dias com a redução da percepção de risco sobre um eventual denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer. Isso porque as investigações da PGR sobre irregularidades no acordo de delação premiada com os empresários da JBS poderia afetar a credibilidade das provas usadas contra o peemedebista. A leitura no mercado é de que agora seria menor o risco de a denúncia travar a agenda do Congresso, principalmente, em relação a medidas de cunho econômico.


Por ora, a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) deixa o mercado com "um pé atrás", mas não gera alarmismo. "O Geddel já foi preso uma vez e o mercado soube diferir bem. Mesmo com eventos extremos, o Planalto manteve a governabilidade", diz um operador.


O dólar acumula sete sessões seguidas de baixa. Se mantida até o fim da sessão, será a sequência mais longa desde meados de julho, quando chegou a 10 baixas consecutivas.


Na mínima do dia, a divisa americana caiu a R$ 3,0825, nível mais baixo desde a sessão de 22 de março quando caiu até R$ 3,0817.


Por volta das 13h30, o dólar caía 0,39%, a R$ 3,0896.O contrato futuro para outubro, por sua vez, recua 0,24%, a R$ 3,101.


Juros


Ainda que os sinais de alerta continuem a emanar de Brasília, a leitura entre os agentes financeiros é de que o fluxo recente de notícias tem alimentado a esperança sobre ajustes econômicos de efeito estrutural, mesmo que só venham depois das eleições de 2018.


Repercutem nas mesas de operação as informações oferecidas por Palocci sobre Lula.


A busca por ativos domésticos já ganhava suporte nos últimos dias com a redução da percepção de risco sobre um eventual denúncia da PGR contra Temer. Isso porque as investigações da PGR sobre irregularidades no acordo de delação premiada com os empresários da JBS poderia afetar a credibilidade das provas usadas contra o peemedebista.


"Diminuiu a pressão sobre o governo Temer e aumentou no Lula. Para o mercado, isso significa que o cenário está mais favorável às reformas", diz um operador de renda fixa.


Por volta das 13h30, o DI janeiro/2018 opera a 7,650% (7,660% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2019 marca 7,570% (7,620% no ajuste anterior).O DI janeiro/2021 recua a 8,870% (8,950% no ajuste anterior).


Bolsa


Na volta do feriado, o Ibovespa oscila entre leves movimentos de alta e baixa. O índice já chegou a subir 0,31% e a recuar 0,45% nesta manhã, em um movimento de realização de lucros.


Às 13h40, o principal índice da bolsa opera em queda de 0,33%, para 73.168 pontos. O Ibovespa aindaestá bem perto de romper a máxima histórica de fechamento, de 73.516 pontos, registrada em 20 de maio de 2008. A maior cotação intradia foi de 73.920 pontos e foi registrada em 29 de maio de 2008.


Mesmo com a queda da primeira parte do pregão, os investidores estão otimistas com o comportamento do Ibovespa. De acordo com Marco Tulli Siqueira, gerente de mesa Bovespa da Coinvalores, é possível que, ao longo do pregão, o Ibovespa assuma um comportamento mais positivo e feche em alta superior aos 73.516 pontos. "As notícias para a bolsa são muito positivas", diz.


Entre os fatores positivos está a confirmação de redução dos juros básicos da economia, na quarta-feira. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu os juros em um ponto percentual, para 8,25% ao ano, de acordo com a expectativa dos investidores. As apostas mais otimistas são de que os juros básicos possam começar o ano que vem em 6,5% ao ano. Uma taxa de juros baixa favorece o investimento em renda variável.


Além disso, aumenta a expectativa dos investidores com a possibilidade de aprovação da reforma da Previdência. A intenção do governo e aliados é votar a medida em outubro.


Do lado mais negativo do cenário político, está a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) que foi preso nesta manhã pela Polícia Federal (PF). Nesta semana, a PF encontrou malas e caixas com notas no valor de R$ 51 milhões em um apartamento que tinha sido emprestado ao ex-ministro.


Entre as ações mais negociadas no Ibovespa, os destaques de alta estão com os papéis PNB da Eletrobras, que sobem 6,32%, e as ações ON da empresa, com ganho de 5,19%.


As maiores quedas do Ibovespa estão com as ações PN da Gerdau que caem 4,80%, seguida pelos papéis da Gerdau Metalúrgica, que recuam 3,85%.

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