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Ibovespa fecha em queda, puxado por ações do setor de commodities

Se não fosse pela queda dos preços das commodities no mercado internacional, que derrubou as ações do setor aqui, o Ibovespa poderia ter mantido o desempenho positivo registrado nos últimos dias. O principal índice da bolsa encerrou o pregão com queda de 0,18% aos 74.657 pontos e movimento financeiro de R$ 6,8 bilhões. Já o Imat, que reúne as ações das empresas de commodities, caiu 1,45%. O índice que agrupa as ações de consumo, Icon, por sua vez, subiu 0,75%, e o reúne as do sistema financeiro, Ifnc, avançou 0,18%.


As ações ON da Vale, que tem participação significativa na composição do Ibovespa e do Imat, caíram 3,31% e registraram o maior giro financeiro do Ibovespa, de R$ 815,22 milhões. Os papéis recuaram seguindo a queda de 3,36% no preço do minério de ferro, em Qindao, na China, para US$ 73,99 a tonelada. Os demais papéis do setor de siderurgia fecharam em baixa. A ação PN da Gerdau Metalúrgica teve baixa de 2,54%, a Usiminas PNA recuou 0,35% e a Gerdau teve baixa de 0,75%.


Apesar da queda do Ibovespa, os investidores consideram que a trajetória para o índice continua sendo de alta. Hoje, os dados do IBC-Br, que funcionam como uma prévia da atividade economica, ficaram acima da média esperada pelos analistas e reforçaram as apostas na retomada da atividade econômica. O índice subiu 0,41% em julho e os analistas esperavam 0,09% de alta.


As ações ligadas à economia real fecharam em alta. Os papéis PN das Lojas Americanas ganharam 2,25%, os papéis ON da EcoRodovias tiveram ganho de 1,43% e as ações ON da Kroton subiram 2,37%.


Além disso, a trajetória de alta da bolsa deve ser mantida com o ingresso de recursos estrangeiros no mercado de ações. No dia seguinte ao Ibovespa ter batido o recorde histórico, em 11 de setembro, os estrangeiros colocaram R$ 1 bilhão na bolsa de valores. No mês, eles já investiram R$ 2,88 bilhões e no ano, R$ 13,78 bilhões.


O cenário político segue incerto. Ainda assim, investidores veem espaço para que haja algum avanço na proposta da reforma da Previdência, evento que ajudaria a equilibrar o déficit fiscal e, assim, teria força para gerar uma melhora expressiva nos preços.


Na tarde desta quinta-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) por crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa. Mas a avaliação dos analistas é que a denúncia não terá força para afetar a governabilidade do presidente.


Ontem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depôs ao juiz Sergio Moro e a avaliação de integrantes do mercado financeiro é que Lula está mais distante de disputar as eleições presidenciais no ano que vem. Esse fator agrada os investidores, que preferem um candidato pró-mercado.


Entre as ações mais negociadas do Ibovespa, a maior alta do dia ficou com os papéis ON da JBS, que subiram 3,87%. "A troca de comando da companhia é vista com bons olhos pelos investidores porque reduz o risco de imagem e melhora a governança", diz Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos. Mas as ações podem inverter o movimento no pregão de sexta-feira.


Janot revogou integralmente o acordo de colaboração premiada do grupo J&F. Se a revogação do acordo for confirmada pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), é grande a chance de que o acordo de leniência da J&F, fechado por R$ 10,3 bilhões, também seja rescindido.

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