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Ibovespa recua e dólar está abaixo de R$ 3,13 seguindo cena externa

Depois de registrar a mínima intradia dos 75.029 pontos, o Ibovespa opera no começo desta tarde próximo da estabilidade e volta a demonstrar que o otimismo do mercado com a economia ainda serve de catalisador positivo para o índice.


De outro lado, a possibilidade de ajustes técnicos e realização de lucros ainda está em evidência, na leitura de operadores de mercado, depois do Ibovespa romper sucessivos topos históricos, em dia de maior cautela no exterior e no aguardo de novos desdobramentos no campo político.


Às 13h12, o Ibovespa caía 0,08%, aos 75.529 pontos. CSN perdia 3,91% e Vale ON recuava 1,29%. Analistas observam que o papel ainda tem chances de ajustes por ser ainda muito afetado pelos preços do minério de ferro, que caiu 3,8% hoje, e também diante dos receios quanto ao balanço auditado da companhia.


No caso de Cemig, o papel da empresa tinha queda de 1,68%. Mais uma vez o mercado aproveita a cautela geral e as notícias sobre o futuro do leilão envolvendo a venda de usinas pertencentes à elétrica.


Câmbio


O dólar passou a manhã em queda firme, sob efeito do comportamento da moeda no exterior. Depois da pressão observada nos últimos dois dias por causa da aposta de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) vai voltar a subir os juros em dezembro, o mercado externo passa por um ajuste, o que contribui para a recuperação do real.


Às 13h15, o dólar registrava desvalorização de 0,50%, para R$ 3,1270. Ainda assim, continua sendo acima do patamar em que começou a semana, de R$ 3,1104.


Segundo operadores, o ambiente brasileiro continua favorável ao real, com perspectiva de fluxo cambial para bolsa e por meio de operações de captação externa e de venda de ativos das companhias.


Além disso, embora o noticiário político ainda carregue muitas incertezas, principalmente sobre a capacidade do governo em avançar no debate da reforma da Previdência, o mercado ainda vê uma melhora nas condições de risco que deve favorecer o câmbio doméstico.


Juros


Após o ajuste de quinta-feira ao conteúdo do Relatório de Inflação, os juros futuros tiveram quedas bastante leves nesta manhã. O mercado já colocou nos preços a aposta de que há espaço para uma redução da Selic para perto de 7% e, agora, deve acompanhar mais dados de inflação e a evolução das expectativas para modular suas apostas à medida que se aproxime a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).


Segundo cálculo de operadores, os DIs de curto prazo, com vencimento em fevereiro do ano que vem, já embutem praticamente integralmente a visão de que a Selic estará nos 7% estimados pela pesquisa Focus. Muita gente no mercado acredita que o juro pode cair ainda mais, para 6,5% ou 6,75%, nesse prazo, o que significa que algum ajuste pode ainda ocorrer nesses vértices ao longo do tempo.


A partir do começo do ano que vem, os juros futuros ampliam o prêmio de risco e voltam a considerar uma alta da Selic para perto de 8% ao longo de 2018.


Na BM&F, o DI janeiro/2019 era negociado a 7,29%, ante 7,30% ontem, e DI janeiro/2021 oscilava de 8,72% para 8,73%.

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