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Eunício diz que não é momento para reforma da Previdência

26/10/2017 13h40

A reforma da Previdência não é prioridade e contraria a sociedade brasileira. A declaração, um dia após o presidente Michel Temer conseguir apoio para derrubar a denúncia contra ele na Câmara dos Deputados, vem do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).


Considerado um aliado de Temer, Eunício fez uma dura avaliação do quadro atual. Para ele, a reforma do sistema previdenciário é inoportuna, e a agenda deveria ser focada em desenvolvimento e geração de empregos. "Todos sabem que a questão da Previdência é muito polêmica e precisamos de algum tipo de ajuste. Mas todos sabem também que o momento político não é oportuno para se alterar posicionamentos que vão de encontro à sociedade brasileira", afirmou Eunício a jornalistas, ao deixar seu gabinete rumo ao plenário do Senado.


Senador pelo Ceará, onde Temer tem altos índices de rejeição, Eunício procurou demonstrar distanciamento do governo. Chegou a lembrar que Temer não foi eleito. "Temos que pensar no Brasil, não no presidente Temer. Eleição vai ser discutida ano que vem. Temos de pensar em como o país gerar oportunidades, independente de ser o presidente Michel, Lula, Alckmin. Essa ideologia não está pregada aqui dentro", disse.


Eunício foi ministro das Comunicações de Luiz Inácio Lula da Silva e terá de ir às urnas para renovar o mandato de senador em 2018.


Ele insistiu na tese, lembrando que Temer é um presidente de circunstância. "Não é o presidente Temer. Nossa preocupação não é com o presidente A ou B. Até porque o presidente Temer pegou uma posição que não foi pela disputa eleitoral das ruas. Foi por uma circunstância do regime presidencialista, que permite este desequilíbrio, que permite impeachment e gera uma crise. Por isso sou parlamentarista."


O senador ressaltou ainda que o Senado tem feito a sua parte, votando as matérias, mas que o foco é criar condições para superar a crise. "Temos uma preocupação econômica, que atinge o contribuinte, o consumidor, o cidadão pobre, que precisa de emprego e renda, de botar comida na mesa, esta é a preocupação deste momento. Não é a pauta econômica corporativa, mas de desenvolvimento."

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