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Ibovespa recupera terreno com ajuda externa; dólar cai

Embalado por um movimento positivo no exterior, com ganhos nas bolsas da Europa e dos Estados Unidos, e pela oportunidade de compra deixada após a forte queda recente, o Ibovespa recupera terreno hoje e se sustenta com folga acima dos 71 mil pontos.


Às 13h20, o principal índice da bolsa subia 1,82%, aos 72.115 pontos.


Entre as maiores altas, a Natura se destaca ao ganhar 13,58%, a R$ 33,21, no quinto maior giro financeiro do Ibovespa. A ação movimenta cerca de R$ 84,3 milhões em bolsa, já mais do que o dobro do registrado no último pregão.


Do lado das blue chips, a Vale ON sobe 1,18% e Petrobras ON ganha 1,87%, a R$ 16,35; a Petrobras PN avança 2,67%, a R$ 15,76.


Para analistas e operadores, o movimento favorável no exterior, em dia de dólar em queda, colabora para negociações mais favoráveis em ativos de risco, caso dos mercados emergentes. Após um tombo grande nas últimas negociações, a recuperação das ações hoje, pautada pelas oportunidades de compra deixadas, também consolida um ritmo favorável para o mercado local.


"A alta de agora reflete basicamente a melhora do humor lá fora, os mercados na Europa hoje estão em alta, além de vermos uma recuperação depois de o mercado ceder tanto", afirma Vladimir Caramaschi, estrategista-chefe da Indosuez Wealth Management. "E há chance de continuar esse movimento porque o dia segue tranquilo, a única questão é ficar de olho nos juros lá fora, porque isso tem causado um pouco mais de nervosismo."


Caramaschi pondera que, apesar do dia positivo, dois assuntos ainda pesam e dificultam à bolsa retomar os picos históricos no curtíssimo prazo. O primeiro deles é o debate sobre os juros nos Estados Unidos, que "voltou com mais força de um mês para cá" diante da reforma tributária no país, e também a incerteza política brasileira, seja pela proximidade do ano eleitoral, seja pelas questões envolvendo a aprovação da reforma da Previdência.


Dólar


O recuo do dólar se intensifica no começo da tarde desta quinta-feira. O ritmo de queda já supera 1%, sendo o mais acentuado desde o último dia 6. O comportamento do câmbio por aqui é amparado pelo ambiente favorável a ativos de risco no exterior, denotado pela valorização de moedas emergentes e da Bolsa.


Com a queda do dólar, o real tinha um dos melhores desempenho diário dentre as principais divisas globais, ao lado do rand sul-africano e do won sul-coreano. Por outro lado, os destaques negativos eram justamente ativos considerados seguros, como o iene japonês e o franco suíço. Configura-se assim um cenário, por ora, de mais disposição dos investidores por assumir risco em busca de rendimentos.


Na mínima por aqui, o dólar caiu até R$ 3,2687 quando registrava baixa de 1,20%. Esta é a variação mais acentuada desde que, também na mínima intradia, marcou queda de 1,50% na segunda-feira da semana passada.


Às 13h20, o dólar comercial caía 1,14%, a R$ 3,2707.O contrato futuro para dezembro, por sua vez, baixava 1,21%, a R$ 3,2790.


Operadores de mercado atribuem o movimento global a uma correção, após valorização recente da moeda americana. Os indicadores econômicos dos Estados Unidos também vieram piores que o esperado, a exemplo do aumento dos pedidos iniciais de auxílio desemprego e os dados de atividade no país, incentivando a venda de dólares no mercado internacional.


Juros


Durante boa parte da sessão o que prevaleceu foi a queda dos juros futuros diante da melhora do ambiente internacional para ativos de maior risco. No entanto, quando a maré não estava tão positiva, o mercado de juros futuros voltou a mostrar sensibilidade a fatores técnicos.


ODI janeiro/2021 recuava a 9,480% (9,520% no ajuste anterior), enquanto o dólar comercial caía 1,14%, a R$ 3,2707.


O DI janeiro/2019 marcava 7,270% (7,270% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2020 era negociado a 8,610% (8,630% no ajuste anterior).

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