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Alckmin diz que Lula não é unanimidade no Nordeste e quer "tira-teima"

Possível candidato à Presidência da República pelo PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira (21) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é mais "uma unanimidade no Nordeste" e que a intenção de votos no candidato petista teria chegado ao teto, na faixa dos "30 e poucos por cento".


O tucano reconheceu que o ex-presidente tem o "recall grande" e força eleitoral especialmente em algumas regiões do país. Ele listou, porém, uma série de indicadores econômicos que seriam de "responsabilidade inteira do PT", como 13 milhões desempregados, 7 milhões de desalentados e 5 milhões "fazendo bico".


"A população é que vai julgar. A Dilma foi ele [Lula] quem escolheu. Escolheu o Temer, chapa do PT, completa. Presidente e vice. A população vai decidir mais à frente. Estamos preparados para enfrentar o candidato mais forte do PT, que é Lula. Já fiz em 2006 e ganhei em 11 Estados brasileiros. Vai ser um bom tira-teima", disse o tucano, que participou hojede evento promovido pelo jornal O Globo, chamado "E agora, Brasil?", no centro do Rio.


Pesquisa Ibope divulgada no fim de outubro mostrou que o ex-presidente Lula lidera a corrida presidencial para 2018. Se as eleições fossem realizadas no fim daquele mês, Lula teria 35% dos votos, contra 13% do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC). Os dados referem-se à pesquisa estimulada, quando os nomes são falados pelo entrevistador.


Questionado sobre a vantagem, Alckmin disse que esse seria o teto das intenções de voto no ex-presidente. Ele disse ainda que não se impressiona com os resultados das pesquisas um ano antes das eleições. "A definição do voto é mais próxima ao período eleitoral", disse ele. "A pesquisa tem valor estatístico, mas não político."


O governador de São Paulo disse que a diferença da campanha eleitoral de 2018 para a de 2006 é o fator reeleição. "Eu fui reeleito duas vezes. É covardia. Até a Dilma foi reeleita. Não tem como perder. Nos EUA se fala que o mandato é de oito anos. Então, a diferença é que lá [em 2006] teve reeleição", disse o pré-candidato.


Para ele, Lula tem liderança, mas para ganhar eleição vai ser "um caminhar". Ele voltou a afirmar, contudo, que não é candidato para derrotar Lula ou Jair Bolsonaro, mas sim para "mudar o Brasil". "Ninguém vota em ninguém para derrotar o outro. Precisamos é levar mensagem que seja verdadeira, que aborde temas importantes".

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