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Dólar tem maior desvalorização semanal em quase três meses

24/11/2017 19h00

O dólar fechou em leve alta nesta sexta-feira (24): 0,29%, para R$ 3,2322, mas nada que impedisse a moeda de registrar a maior desvalorização semanal em dois meses e meio. O movimento ocorreu em sintonia com a fraqueza da divisa americana no exterior, num período de volta do apetite por risco, que garantiu às moedas emergentes a terceira semana consecutiva de ganhos.


Entre segunda e esta sexta-feira, o dólar caiu 0,91%, mais intenso declínio desde a semana finda em 8 de setembro (-1,67%). Em novembro, a cotação recua 1,23%, a caminho da maior desvalorização mensal desde julho (-5,92%).Considerando apenas meses de novembro, o dólar pode fechar com a mais expressiva depreciação desde 2005 (-2,04%).


O bom desempenho do real nos últimos dias se deveu à combinação entre melhora da perspectiva para a reforma da Previdência e mais demanda por risco nos mercados internacionais.


Apesar da má impressão causada pelo jantar a parlamentares oferecido na quarta-feira (22) pelo presidente Michel Temer, que contou com bem menos presentes que o esperado, a semana se encerra com a sensação de que o governo conseguiu avançar nos esforços de retomar a discussão sobre a reforma.


Sinais de alguma proximidade entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o Palácio do Planalto, e sinalizações sobre uma possível reforma ministerial que agrade ao Centrão renovaram expectativas sobre a aprovação de demandas mínimas sobre a reforma da Previdência.


Ainda assim, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reiterou alerta sobre a duração do cenário favorável a emergentes.


"O momento é de perseverar nas reformas e ajustes, essenciais para crescimento sustentável e baixa inflação", disseGoldfajn, nesta sexta, em evento em São Paulo.



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