"Sob tensão", Padilha diz que governo não teme delação de Geddel

Questionado sobre a "saúde" do governo, diante do recente procedimento cirúrgico a que se submeteu o presidente Michel Temer (PMDB), o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), disse que tudo "está muito bem".


O ministro afirmou que o presidente está bem e que governar "é gerir sob tensão". Ele afastou qualquer "temor" com delações e disse que cabe ao presidente definir o momento da reforma ministerial.


"Não vejo no ministério ninguém apresentado sintoma de moléstia, o presidente Michel Temer fez exame de rotina, constatou um entupimento de coronária que poderia comprometer a saúde e até a vida dele, e tudo foi resolvido imediatamente, não vejo problema de saúde para ninguém", afirmou.


Padilha lembrou que governar é uma "tensão permanente", porque "não se governa num país desse tamanho sem tensão dos governantes".


Sobre a pressão do PMDB para nomeação do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) para a Secretaria de Governo no lugar de Antônio Imbassahy (PSDB), que chegou a ser decidida mas não se concretizou, Padilha disse que cabe ao presidente Temer a palavra final. "Temer saberá o momento de fazer alteração no ministério."


A respeito do temor com delações, Padilha diz não ver da parte do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), preso na Papuda, um indicador de que ele fará delação. Se isso acontecer, Padilha disse que "Temer está tranquilo em relação a qualquer tipo de delação."


Legado


Segundo Padilha, o PMDB tem a "responsabilidade de governar e preservar a base de sustentação do governo para um caminhar conjunto" em relação a 2018. Ele ressaltou que o PSDB não faz mais parte desta caminhada e que, em 2018, o PMDB estará alinhado "com quem defenda o governo Temer".


Padilha acrescentou que tem conhecimento das negociações sobre o semipresidencialismo e que Temer apoia essa medida.


"O PSDB não está mais na base do governo", disse Padilha. "Sobre 2018, vamos manter a base de sustentação e ter uma candidatura que defenda o legado de Temer."


Ele disse que o presidente tem conversado com os partidos da base e que o governo quer "uma candidatura dentro dessa base".


Padilha desconversou sobre possível reeleição de Temer. "Temer disse desde sempre que cumpria sua missão recolocando o Brasil nos trilhos."


O ministro disse, ainda, que Temer se reuniu com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), com o presidente da Camara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e com o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes para discutir uma proposta de emenda constitucional (PEC) sobre o semipresidencialismo. Segundo ele, Eunício e Maia estão analisando proposta nesse sentido.


"Temer é defensor de um modelo de semipresidencialismo no Brasil, ele já tem trabalhado numa espécie de semiparlamentarismo", afirmou. O ministro disse que, a depender do conteúdo da proposta, o governo poderá apoiar sua tramitação no Congresso.

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