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Previdência faz Ibovespa ter pior mês desde escândalo de Temer e JBS

Os risco envolvendo a aprovação da reforma da Previdência até a semana que vem, data que originalmente vinha sendo colocada pelo governo, voltou mais uma vez a pesar fortemente no mercado hoje, em dia em que nem o movimento positivo do exterior foi suficiente para acalmar os ânimos dos investidores.


O Ibovespa fechou em queda de 1,26%, aos 71.783 pontos, depois de tocar a mínima intradia de 71.215. É o pior desempenho do índice desde que o balanço aquém do esperado da Petrobras colocou o Ibovespa nos 70 mil pontos, em 14 de novembro (70.826 pontos). O giro financeiro hoje, mais forte, foi de R$ 11,16 bilhões.


No acumulado de novembro, o índice caiu 3,4%, a pior performance desde maio, quando a delação dos controladores a JBS envolvendo o presidente Michel Temer levou o Ibovespa a cair 4,12%.


A piora do mercado ocorreu principalmente nos últimos dias, conforme sinalizações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM?RJ), começaram a tornar a possibilidade de aprovação da reforma este ano ainda menos provável. A queda da bolsa brasileira ocorre em um dia que os índices acionários americanos renovam máximas históricas, enquanto as bolsas latino-americanas registram perdas menos expressivas ? consolidando a leitura de que, agora, são aspectos políticos domésticos os grandes responsáveis pelas vendas.


Segundo um operador, Maia reforçou o tom pessimista em um momento que o prazo final para a reforma, a semana que vem, começa a se aproximar, o que levou os investidores a preferir encerrar o mês menos exposto ao risco.


A leitura de que ativos de mercado reagem a aspectos políticos fica mais evidente em ações como as da Eletrobras, que também faz parte da agenda do governo com o processo de privatização, teve as ONs (-6,30%, a R$ 18,73) e as PNBs (-5,74%, a R$ 21,36) fechando em forte queda. O Banco do Brasil caiu 3,95%, a R$ 29,93. Em recuperação no fechamento em dia de petróleo em alta, a Petrobras PN subiu 0,33%, a R$ 15,38, enquanto a ON avançou 0,25%, a R$ 15,95.


A maior queda do dia ficou a cargo da ON da CPFL, com a saída em massa de investidores que não querem ficar em um ativo que deve perder a liquidez depois que a State Grid, controladora da empresa, realizou a oferta pública de aquisição de ações (OPA) hoje. A ação recuou 16,97%, a R$ 20,99.


Amanhã, a bolsa divulga primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa. A expectativa de entrada de ativos como a Magazine Luiza deve movimentar os mercados, enquanto o tema da reforma da Previdência ainda deve continuar fazendo preço nos ativos.

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