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Dólar registra ligeira alta em dia de Copom e trégua em NY

O desempenho do mercado brasileiro de câmbio supera o dos principais pares emergentes nesta quarta-feira (7). A despeito do amplo avanço do dólar no exterior, o real tem um dia de poucos solavancos e oscila perto da estabilidade ante a divisa americana.


A movimentação mais contida também decorre de novo alívio ante a turbulência que tomou as bolsas americanas nos últimos dias. Os principais índices de ações em Nova York voltam a operar no azul, depois do "crash relâmpago" da segunda-feira (5), apesar das preocupações persistentes com uma nova onda de vendas. E o índice Vix, de volatilidade em Wall Street, recua mais de 15%.


Por volta das 13h40, o dólar comercial subia 0,33%, a R$ 3,2561.O contrato futuro para março, por sua vez, avançava 0,39%, a R$ 3,2560.


Além da movimentação no exterior, segue no radar os esforços do governo e da base aliada para avançar com a reforma da Previdência. A aprovação da medida ainda é vista com ceticismo no mercado.


"A aprovação está cada dia mais difícil e, se passar, vai ser uma versão totalmente descaracterizada", aponta o estrategista da Coinvalores, Paulo Nepomuceno.


Juros


A diminuição da turbulência nos mercados americanos, pelo menos por ora, abre caminho para novo alívio nos juros futuros. As taxas operam em queda desde o começo do dia, enquanto os investidores aproveitam para reduzir o prêmio embutido ao longo da curva.


Sem descuidar do sinal exterior, as atenções se voltam ao anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) que tende a indicar os passos finais do ciclo de corte da Selic.


A onda de vendas que tomou as bolsas de Nova York não parece abalar a confiança na queda da taxa hoje e o consenso no mercado continua firme numa redução de 7,00% para 6,75%, o que renovará a mínima histórica. Por outro lado, o ambiente externo menos favorável pode pesar na linguagem do Comitê, reforçando a leitura de este pode ser o último movimento da flexibilização monetária.


A iminência do fim do ciclo contribui para diminuir a diferença entre as taxas curtas e as longas. Isso porque os vencimentos mais curtos já não teriam tantos catalisadores de queda, enquanto os intermediários e longos têm prêmio a ser explorado.


Por volta das 13h43, o DI janeiro/2019 caía a 6,805% (6,830% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2020 recuava a 8,030% (8,070% no ajuste anterior).


A abertura em alta dos mercados americanos de ações também reiterava o sinal positivo para os juros mais longos. O DI janeiro/2021 a 8,860% (8,910% no ajuste anterior) e o Di janeiro/2023 recua a 9,530% (9,590% no ajuste anterior).

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