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Tempest, empresa de segurança digital, compra integradora EZ-Security

A empresa brasileira de softwares e serviços de segurança digital Tempest comprou a EZ-Security, especializada na distribuição e integração de produtos nessa área. Com valor não revelado, a operação criou uma empresa com 280 funcionários, 250 clientes, atuação na América Latina, EUA e Europa e receita bruta superior a R$ 100 milhões. "Só temos intersecção em trinta ou quarenta clientes. Há uma grande oportunidade de vendas cruzadas", disse Cristiano Lincoln Mattos, presidente da Tempest.


Segundo ele, empresas de grande e médio portes têm buscado concentrar seu relacionamento com um número restrito de fornecedores na área de segurança. Isso acontece porque os terceiros acabam tendo acesso a informações sigilosas e também porque as ofertas dos fornecedores se assemelhado muito, reduzindo a necessidade de comprar muita coisa diferente.


Como a Tempest estudava entrar no mercado de distribuição, e a EZ buscava investidores para começar a desenvolver produtos e serviços próprios, a aquisição fez sentido. A EZ passará a atuar como uma divisão da Tempest, mas manterá sua marca e continuará a ser tocada por Fernando Silva, diretor-presidente da EZ. A companhia trabalha majoritariamente com produtos Symantec, McAfee, Check Point e FireEye. Fundada em 1999, ela tem 77% originada no setor financeiro.


Criada no Porto Digital, no Recife, há 17 anos, a Tempest atua muito com serviços gerenciados de segurança (quando atividades de segurança digital são feitas por uma empresa terceirizada), recuperação de desastres e prevenção contra fraudes e vazamento de dados. Seus principais clientes estão no mercado financeiro, que é responsável por dois terços da receita.


Em 2016, a Tempest recebeu um aporte de R$ 28,2 milhões do Fundo Aeroespacial, criado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o BNDES, a Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP) e a Embraer para investir nos segmentos aeroespacial, aeronáutica, de defesa e de segurança. Gerido pela Portcapital, o fundo investiu em oito empresas desde seu lançamento, em 2014.


Com os recursos captados em 2016, a Tempest começou a atuar fora do Brasil. Hoje, 15% da receita vem de clientes na Inglaterra, Suíça, Chile e EUA. "O mercado carece de especialistas. E quando você tem alguma coisa que interessa, sua atuação se torna realmente global", disse. De acordo com Silva, a EZ já fez negócios na América Latina sob demanda de alguns de seus clientes brasileiros. A ideia agora é usar essa experiência para ampliar os negócios. Mas a prioridade no momento, segundo Mattos, será o crescimento dentro do Brasil. "A segurança está deixando de ser um assunto de tecnologia e subindo para os conselhos das empresas", disse o executivo.


O mercado local de segurança movimenta perto de US$ 2 bilhões por ano com a venda de software, hardware e serviços.

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