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Exterior em queda leva Ibovespa aos 81 mil pontos

O movimento bastante negativo do exterior impôs mais uma vez uma onda de vendas no mercado acionário brasileiro. Esse forte ajuste levou o Ibovespa de volta a patamar dos 81 mil pontos.


O índice caiu, nesta quinta-feira (8), 1,49%, aos 81.533 pontos, depois de renovar a mínima quase abaixo dos 81 mil pontos (81.109 pontos). O volume negociado foi de R$ 9,5 bilhões.


O índice começou o dia ameaçando uma recuperação. A forte piora do desempenho das bolsas americanas, porém, contaminou os negócios por aqui e levou o investidor a, mais uma vez, embolsar lucros e evitar maior exposição aos ativos.


A instabilidade é, na opinião dos especialistas de mercado, a palavra da vez ? e o que dificulta o reposicionamento dos investidores neste momento. Da máxima de 83.501 pontos à mínima do dia, o Ibovespa oscilou 2.392 pontos, ou cerca de 3%. Nos seis pregões de fevereiro, a variação já é de quase 5 mil pontos.


Não há consenso entre analistas e operadores sobre até onde a correção da bolsa pode ir. Mas a opinião unânime é de que o movimento ainda é de ajuste, e não de mudança de tendência, ao menos por hora.


O receio nos mercados, no entanto, cresceu desde segunda-feira (5), porque o pânico que tomou conta do mercado levou investidores a selecionar mais o momento de entrada em bolsa.Esse movimento é comprovado, por exemplo, pela forte retirada de recursos por estrangeiros nos últimos dias. Os não residentes retiraram, nos dias 5 e 6, quase R$ 2 bilhões da bolsa.


Os investidores, no entanto, ainda apostam em um mercado em alta. O fato do volume do Ibovespa ser menor em dias de ritmo negativo em relação ao forte giro de dias de alta mostra que o interesse do investidor em "comprar bolsa", e não sair, ainda existe.


"A expectativa ainda positiva com bolsa estimula ainda mais a realização de lucros para entrada futura, com preços mais baixos", explica Fábio Carvalho, head de equities da CM Capital Markets.


O risco, dizem analistas, é que a queda das bolsas prossiga e ordens de "stop loss" sejam acionadas. Situação em que se criaria uma espiral negativa.


Destaques


No destaque do dia, todos os ativos de maior peso e liquidez do Ibovespa tiveram baixas, com ênfase em Petrobras PN (-2,01%), Petrobras ON (-3%), Itaú Unibanco (-0,49%), Vale ON (-0,29%), Bradesco ON (-2,95%) e Bradesco PN (-1,23%). A Eletrobras ON (+2,75%) e a PNB (+2,81%) lideraram as altas, com expectativas em torno da assembleia extraordinária que se realiza na tarde desta quinta, para tratar da venda de distribuidoras da estatal.

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