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Dólar opera em leve alta, mas acumula queda na semana

15/02/2018 14h42

Depois de se aproximar dos menores níveis do mês, o dólar reverte a queda e opera bem próximo da estabilidade. Nesta quinta-feira, o sinal do mercado brasileiro de câmbio é pior que dos principais emergentes, embora a distância seja limitada em meio a uma sessão relativamente tranquila no exterior.


Por volta das 13h41, o dólar comercial era negociado a R$ 3,2312, depois de tocar R$ 3,1991 (-0,79%) no começo do dia. Foi a primeira vez desde o último dia 2 que a moeda americana operou abaixo de R$ 3,20. Naquela ocasião, a mínima foi de R$ 3,1843.


No mercado futuro, o contrato de dólar março tinha leve alta de 0,26%, a R$ 3,2355.


A queda inicial do dólar nesta quinta-feira contou ainda com os ajustes referentes ao período em que os mercados locais estavam fechando. No entanto, ao tocar o nível psicológico de suporte, em R$ 3,20, foi aberta possibilidade de compras de dólar com preço baixo, de acordo com operadores. "Houve um movimento de defesa no nível de R$ 3,20 e também uma correção da forte queda de ontem", diz Cleber Alessie Machado Neto, da H.Commcor.


Nos níveis atuais, o câmbio brasileiro já registra o quinto melhor desempenho da semana entre as principais divisas globais, mesmo com apenas duas sessões de negócios até agora. Os mercados locais estiveram fechados na segunda e na terça-feira, por causa do feriado de Carnaval, período que foi positivo para ativos de risco. Até por isso, as valorizações numa lista de 33 moedas são encabeçadas por emergentes, a exemplo do rand sul-africano e o rublo russo.


Os investidores globais já trabalham com uma visão mais amena sobre os riscos de aperto monetário nos Estados Unidos. Além disso, a forte onda de vendas que tomou as bolsas americanas, afetando vários segmentos de ativos de risco, abriu espaço para busca por barganhas. Os fundamentos econômicos dos emergentes ainda são bem vistos, garantindo assim uma resiliência adicional para esses mercados.


As preocupações com o aumento das pressões inflacionárias nos EUA geraram ondas de choque nos mercados emergentes, mas o impacto econômico provavelmente será limitado, na avaliação da Capital Economics. "Um aumento acentuado e sustentado da inflação dos EUA apresentaria um desafio significativo para as economias emergentes e ainda pode se materializar", aponta a consultoria. "Mas ainda estamos com alguma distância de isso se tornar um problema imediato para emergentes", acrescenta.


Os especialistas citam que a economia dos EUA está se fortalecendo, o que é positivo para os emergentes do ponto de vista do comércio exterior. Além disso, o ritmo de aperto monetário pelo Fed ainda é gradual, com risco limitado de um problema sistêmico. Outro fator positivo é o fato de que o peso da dívida em dólares dos emergentes é muito mais baixa do que nos últimos ciclos de aperto monetário e os déficits em conta corrente foram reduzidos "substancialmente" desde 2013 quando houve o Tantrum Taper.

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