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Doria quer que setor privado transforme Ceagesp em "Vale do Silício"

27/02/2018 11h45

A Prefeitura de São Paulo, sob comando de João Doria (PSDB), solicitou apoio das gigantes globais de tecnologia para implantar o centro internacional de tecnologia e inovação (Citi) até 2020 na área onde está a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).

"Pedimos o apoio de empresas como Google, Facebook, Microsoft, Cisco e IBM para o projeto que transformar a região em um polo de negócios inovadores", disse Daniel Annenberg, secretário municipal da Inovação e Tecnologia ao Valor.

O prefeito João Doria afirmou que a intenção é "transformar o atual Ceagesp em um Vale do Silício", com a vantagem de ser dentro da cidade. Os investimentos no centro tecnológico e no novo entreposto serão totalmente privados. A área onde está o Ceagesp pertence à União.

Para a administração Doria, o objetivo é fazer uma área semelhante ao Porto Digital, no Recife (PE) ou um projeto como foi realizado em Itajaí (SC), que abriga incubadora de empresas, centros de pesquisa, universidades, área de infraestrutura para tecnologia da informação e moradias.

O próximo seminário na capital paulista, que acontecerá em aproximadamente um mês, abordará o projeto do Citi sob o ponto de vista do mercado imobiliário. No local, serão erguidas torres residenciais.

Annenberg contou que esse espaço deverá ser o maior dedicado à tecnologia e inovação na América Latina. Também estão em discussão parcerias com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e centros de saúde como o Hospital Israelita Albert Einstein.

O Cubo, centro de empreendedorismo tecnológico fundado pelo Itaú Unibanco, em parceria com a Redpoint Eventures, também participa do seminário que acontece na prefeitura.

Em relação ao Ceagesp, a Prefeitura receberá em 12 de março propostas dos seis consórcios habilitados para a concorrência para a construção do novo entreposto. O local ainda será definido, mas o atual complexo de abastecimento que movimenta 6 milhões de toneladas de produtos por ano continuará funcionando normalmente.